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Uma árvore é uma obra de arte quando recriada em si mesma como conceito para ser metáfora *
banalidades, tardes de Sábado
Arrebatada fito celebrada
atmosfera uma estrela cadente
oh, mais linda dos meus dias
(a regalia de ver)
à mão afigura-se neste colo
porção suficiente de artifícios
espaço imenso daqui degluto
mímicas do romantismo faço
enlaço reinvento à vista
narro brinquedos de fortuna
noite vela gato porcelana
orquídea amor lã árvore
caramelo-baunilha poema raiz.

* título de instalação de Alberto Carneiro
(lido no Jornal de Letras nº 972, única refª encontrada na Internet)
som -> Nina Simone, Everyone's gone to the moon
Arrebatada fito celebrada
atmosfera uma estrela cadente
oh, mais linda dos meus dias
(a regalia de ver)
à mão afigura-se neste colo
porção suficiente de artifícios
espaço imenso daqui degluto
mímicas do romantismo faço
enlaço reinvento à vista
narro brinquedos de fortuna
noite vela gato porcelana
orquídea amor lã árvore
caramelo-baunilha poema raiz.

dedicado
* título de instalação de Alberto Carneiro
(lido no Jornal de Letras nº 972, única refª encontrada na Internet)
som -> Nina Simone, Everyone's gone to the moon
{ abraço }
Espera
estes não são os beijos todos.
Silencio
tenho para mim esses beijos.
Oh. Dos braços calo-me
a bambolear saudade.
estes não são os beijos todos.
Silencio
tenho para mim esses beijos.
Oh. Dos braços calo-me
a bambolear saudade.

photo de My Blueberry Nights - Wong Kar-Wai, descaradamente surripiada à menina-limão
My Big Fish
Desmaio?
Re: Não.
Ainda há heróis
amolecidos.
Estarei a estiolar?
Re: Não.
O meu corpo é coberto
amolecido de ti
uma flor.
Ajo?
Re: Broto coragem.
Traslado esta querença
num beijo
num poema
até completar a ode
ao teu amolecimento.
Re: Não.
Ainda há heróis
amolecidos.
Estarei a estiolar?
Re: Não.
O meu corpo é coberto
amolecido de ti
uma flor.
Ajo?
Re: Broto coragem.
Traslado esta querença
num beijo
num poema
até completar a ode
ao teu amolecimento.
My Big Fish
Desmaio?
Re: Não.
Ainda há heróis
amolecidos.
Estarei a estiolar?
Re: Não.
O meu corpo é coberto
amolecido de ti
uma flor.
Ajo?
Re: Broto coragem.
Traslado esta querença
num beijo
num poema
até completar a ode
ao teu amolecimento.
Re: Não.
Ainda há heróis
amolecidos.
Estarei a estiolar?
Re: Não.
O meu corpo é coberto
amolecido de ti
uma flor.
Ajo?
Re: Broto coragem.
Traslado esta querença
num beijo
num poema
até completar a ode
ao teu amolecimento.
da saudade 35. Gifts 17.
Na saudade
enchi-me de ti
estou cheia, assim
de ti
a ver a amizade
suspeito que trago o teu sorriso
magnífico.
(sim, meu amigo, éS magnífico.)
enchi-me de ti
estou cheia, assim
de ti
a ver a amizade
suspeito que trago o teu sorriso
magnífico.
(sim, meu amigo, éS magnífico.)
A wood of love and death, Jan Saudek, 1989
34.
ontem houve noite acertei-me como clarão fechei a porta cobri o cadáver de pano na caverna consertei um lápis na mortalha a alcançar palavras
(_os_corpos_a_ferir_poesias_ fluidos_às_cores_os_corpos_nítidos_imundos_exsudados_os_corpos_confusos_desaparecidos_já_dos_corpos_sem_cogitar_os_corpos_poesias_em_cima_da_pele_e_das_peles_sem_pausa) _sem_pausa____ ) sem_pausa_________ )

Embrace, 1917
Egon Schiele
(_os_corpos_a_ferir_poesias_ fluidos_às_cores_os_corpos_nítidos_imundos_exsudados_os_corpos_confusos_desaparecidos_já_dos_corpos_sem_cogitar_os_corpos_poesias_em_cima_da_pele_e_das_peles_sem_pausa) _sem_pausa____ ) sem_pausa_________ )

Embrace, 1917
Egon Schiele
33.
IMENSO
a certeza
tu, que és.
mesmo que às vezes me sinta
fatigada como se fosse em fragmentos – dispersados - levados -
por uma ventania qualquer ou uma brisa
porque na imensidão que dizes que sou
alguns pedaços são SIM leves e levados
alguns – pois – não todos
encontro raízes e ramos com o teu nome timbrado
(a lê-lo na minha pele)
ao teu nome que cheira à minha volta
a tua presença a ser a certeza clara
tu.
a quem afecto
estar assim
tão perto.
a certeza
tu, que és.
mesmo que às vezes me sinta
fatigada como se fosse em fragmentos – dispersados - levados -
por uma ventania qualquer ou uma brisa
porque na imensidão que dizes que sou
alguns pedaços são SIM leves e levados
alguns – pois – não todos
encontro raízes e ramos com o teu nome timbrado
(a lê-lo na minha pele)
ao teu nome que cheira à minha volta
a tua presença a ser a certeza clara
tu.
a quem afecto
estar assim
tão perto.
32.
marcas de época
(a importância de uma data)
quem dera sentir-me mais alta
arrojam-se os últimos dias a trazer violências, e eu
agarro qualquer coisa
tantas
não sei, a falar sincera, não sei
aflijo peitos atrás de peitos que não esperam vez
empurram-me atropelada de não digerir
agarro agarro tanta força, tanta
a hora diminui até esta espécie de início
aqui experimento os abalos da nuca e da fronte
do âmago, o medo
é de te perder do susto de me veres
a mim
que me vejo retorcida.
(a importância de uma data)
quem dera sentir-me mais alta
arrojam-se os últimos dias a trazer violências, e eu
agarro qualquer coisa
tantas
não sei, a falar sincera, não sei
aflijo peitos atrás de peitos que não esperam vez
empurram-me atropelada de não digerir
agarro agarro tanta força, tanta
a hora diminui até esta espécie de início
aqui experimento os abalos da nuca e da fronte
do âmago, o medo
é de te perder do susto de me veres
a mim
que me vejo retorcida.
31.
a valer a pena, não por intenção fortuita
mas porque um dia talvez
mo compres
saber que dos teus talvez
já o vejo na sala
e eu sentada no chão a atrever-me escalas
quiçá a sorrir-te, é hoje
mas porque um dia talvez
mo compres
saber que dos teus talvez
já o vejo na sala
e eu sentada no chão a atrever-me escalas
quiçá a sorrir-te, é hoje
30.
Hei-de conseguir
Escrever
Pois não é para apostar
Nem sei
Se hás-de saber quantos
São da cútis
Os meus sinais, hei-de
Eu jogar
A saber como é, não
Medrar
Eis
Continuo imóvel. Se tentei escapar
Estão safos.
Os meus aflitos no teu bastião
Arcaboiço.
Escrever
Pois não é para apostar
Nem sei
Se hás-de saber quantos
São da cútis
Os meus sinais, hei-de
Eu jogar
A saber como é, não
Medrar
Eis
Continuo imóvel. Se tentei escapar
Estão safos.
Os meus aflitos no teu bastião
Arcaboiço.
28.
Se sinto as pestanas choro muito por aí além.
Ando cheia de sono de ti e penso que é o desfecho
de ter a pança a dormir nas horas em que te amo.
Há bocado andava por além do que deveria ser
o dia a clarear e enchi muitas palavras que não sei
apalavrar. Não saltei na preocupação quando
o doutor me diagnosticou os pingos de mulherio
carpideiro que se esboçavam na cópia do meu peito.
Respondi-lhe
doutor, perdi a esperança sei que ela é mais feliz.
Na outra semana encontrei-a, ia garrida rodada de
Autonomia. Perguntou-me por mim e mostrei-lhe.
Confirmámos que a fé não era irmã dela, ela é mais
contente. Escusámos o resto do tema e rimos do
poemário que arrebentava nas suas saias. Não
demos mãos nem comemos gelados ou chocolates.
Mostrei-lhe que não trago nada senão o que tão
perto estava aqui.
À verdade, o doutor respondera faço muito bem
não fiquei feliz, ora, já sabia. Esperança troçou da
contra-resposta e riscava bolas cheias de olhos na
areia, disse que eram nada fechados e apagou-os.
Gostava das bolas na areia e tiveram o seu tempo.
Esperança perguntou se eu sabia e claro que não.
Como poderia saber explicar se não sei a explicação
nas horas em que te amo.
Ando cheia de sono de ti e penso que é o desfecho
de ter a pança a dormir nas horas em que te amo.
Há bocado andava por além do que deveria ser
o dia a clarear e enchi muitas palavras que não sei
apalavrar. Não saltei na preocupação quando
o doutor me diagnosticou os pingos de mulherio
carpideiro que se esboçavam na cópia do meu peito.
Respondi-lhe
doutor, perdi a esperança sei que ela é mais feliz.
Na outra semana encontrei-a, ia garrida rodada de
Autonomia. Perguntou-me por mim e mostrei-lhe.
Confirmámos que a fé não era irmã dela, ela é mais
contente. Escusámos o resto do tema e rimos do
poemário que arrebentava nas suas saias. Não
demos mãos nem comemos gelados ou chocolates.
Mostrei-lhe que não trago nada senão o que tão
perto estava aqui.
À verdade, o doutor respondera faço muito bem
não fiquei feliz, ora, já sabia. Esperança troçou da
contra-resposta e riscava bolas cheias de olhos na
areia, disse que eram nada fechados e apagou-os.
Gostava das bolas na areia e tiveram o seu tempo.
Esperança perguntou se eu sabia e claro que não.
Como poderia saber explicar se não sei a explicação
nas horas em que te amo.
27.
25.
sim
# 1
A certeza una não existe sem maturação.
# 2
Não ter dúvidas é a pior das certezas.
# 3
As certezas são reais quando acompanhadas de dúvidas.
# 4
Saber que as certezas são maiores que as dúvidas é uma das bençãos da vida.
# 1
A certeza una não existe sem maturação.
# 2
Não ter dúvidas é a pior das certezas.
# 3
As certezas são reais quando acompanhadas de dúvidas.
# 4
Saber que as certezas são maiores que as dúvidas é uma das bençãos da vida.
22.
luz
Boicoto o cigarro.
Acendo o isqueiro pela terceira vez, enveredando por uma inalação profunda.
São os sinais deste tempo.
Desprezo a jorros esta característica de fala encapuçada.
Sabes, como nos sonhos.
Porque não ser a claridade de pensamento?
Fatigo a passos o meu ser com a ignomínia com que desafio a minha cognição.
É este um dos ócios que me assola enquanto estou pardacenta.
Acendo o isqueiro pela terceira vez, enveredando por uma inalação profunda.
São os sinais deste tempo.
Desprezo a jorros esta característica de fala encapuçada.
Sabes, como nos sonhos.
Porque não ser a claridade de pensamento?
Fatigo a passos o meu ser com a ignomínia com que desafio a minha cognição.
É este um dos ócios que me assola enquanto estou pardacenta.
21.
Li muitos testemunhos, nenhum era eu, eu era afinal isto. O presente da saudade. Trago-me é certo, em testemunho. E acordo outros dias com penar, sim. Sou eu.
Viva e a viver o presente da saudade.
Viva e a viver o presente da saudade.
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