sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com
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34.

ontem houve noite acertei-me como clarão fechei a porta cobri o cadáver de pano na caverna consertei um lápis na mortalha a alcançar palavras


(_os_corpos_a_ferir_poesias_ fluidos_às_cores_os_corpos_nítidos_imundos_exsudados_os_corpos_confusos_desaparecidos_já_dos_corpos_sem_cogitar_os_corpos_poesias_em_cima_da_pele_e_das_peles_sem_pausa) _sem_pausa____ ) sem_pausa_________ )




Embrace, 1917
Egon Schiele

16.

Não tenho frio

É verdade que te poderia perguntar “tens sono?” e/ou “frio, tens frio?”, subitamente, apenas me ocorre “quando te sentes só, o que fazes?”, depois percorro as hipóteses para a tua resposta,
com realidade.

Não é
que a minha solidão desvaneça,
nem isto tome sentido

embora a melancolia permaneça,
sem frio
compreendo

permissão para dormir.


Tenho sono.