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primavera, poesia, árvore
Húmido de beijos e de lágrimas,
ardor da terra com sabor a mar,
o teu corpo perdia-se no meu.
(Vontade de ser barco ou de cantar.)
Eugénio de Andrade
coisa mai'linda
Polaroid is back!!! (que é como quem diz...)

nota: tal e qual como na polaroid-papel, a cor da foto varia conforme o tempo que espera para a guardar (como quem tirasse a película da foto... que lindo! que comoção!)
aproveito a fotografia para anunciar: a minh'alegre cozinha :)
Arrepio nos dias *
Hoje sei quem, e em que lugar, / eis que nos morreu este homem.
Sinto agora o silêncio inteiro./ O desgosto une-se à garganta/ a ser uma privação confusa.
Sinto agora o silêncio inteiro./ O desgosto une-se à garganta/ a ser uma privação confusa.
Para o Sr. A., um homem que venceu moinhos.
Quero imaginá-lo algures, acenar, dizer-lhe obrigada.
Muito.
tranquilidade
tudo parece correr bem. tudo se assemelha a uma viagem em velocidade de cruzeiro. calma. para longe. muito longe. nunca chegar. ter a certeza de nunca ser saudado como bem vindo. em nenhuma terra, marte ou júpiter. não querer que ninguém se chegue ou caminhe em volta. no mesmo espaço intersticial em que se segura a pouca vida que resta. tudo corre bem. com o motor desligado.
por jm, n'um rascunho
quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
e nada mais
Casa no Campo, Elis Regina
pôr-de sol na Fortaleza de Sagres :)
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
e nada mais
Casa no Campo, Elis Regina
pôr-de sol na Fortaleza de Sagres :)
a bem dizer, esta árvore de beira de estrada é minha e posso oferecê-la
É bonita, tomei-a para mim. Escolhi um nome para ela: Dia. Num dia do futuro, até posso esquecê-la, não sei. Hoje, esta árvore é minha.
A nossa árvore.
Se eu pudesse, dava um bocadinho deste dia a cada um de vós. Não sei como se faz, assim, deixo-vos as amostras meio-atrapalhadas que registei da árvore que é nossa.
Um dia como hoje. Bem.
A nossa árvore.
Se eu pudesse, dava um bocadinho deste dia a cada um de vós. Não sei como se faz, assim, deixo-vos as amostras meio-atrapalhadas que registei da árvore que é nossa.
Um dia como hoje. Bem.
[ quando a defesa desfoca ] [ desaguar em tons de cinza ]
Não respondas
Os silêncios incómodos acontecem-nos mais vezes com aqueles que amamos. É pena. Julgo que a vida só poderá ser perfeita quando ao silêncio nós pudermos responder com silêncio. O problema surge quando as pessoas que se amam resolvem interrogar-se sobre o silêncio, muitas vezes com mais silêncio. Sentem um certo desconforto quando não ouvem o verbo azul. Ninguém lhes explicou que jogar à defesa pode ser bastante desconfortável.
Os silêncios incómodos acontecem-nos mais vezes com aqueles que amamos. É pena. Julgo que a vida só poderá ser perfeita quando ao silêncio nós pudermos responder com silêncio. O problema surge quando as pessoas que se amam resolvem interrogar-se sobre o silêncio, muitas vezes com mais silêncio. Sentem um certo desconforto quando não ouvem o verbo azul. Ninguém lhes explicou que jogar à defesa pode ser bastante desconfortável.
presenças
(...)
fere-se na vidraça o reflexo decomposto do meu rosto
no regresso a casa
há horas em que estar feliz
é quase complacente ausência.
blue in blue moleskin
Os meus braços estão levantados. Abertos. Abriram-se no último dia azul, desde então ficaram assim. Se alguma coisa fica para trás é porque a sua realização exige que baixe os braços, não posso. Talvez conseguisse, mas não quero. Os meus braços estão levantados. Abertos. E eu faço uma roda-viva com o corpo a ver se levanto voo. Uso o vento corpóreo com os meus moinhos.
fere-se na vidraça o reflexo decomposto do meu rosto
no regresso a casa
há horas em que estar feliz
é quase complacente ausência.
blue in blue moleskin
Os meus braços estão levantados. Abertos. Abriram-se no último dia azul, desde então ficaram assim. Se alguma coisa fica para trás é porque a sua realização exige que baixe os braços, não posso. Talvez conseguisse, mas não quero. Os meus braços estão levantados. Abertos. E eu faço uma roda-viva com o corpo a ver se levanto voo. Uso o vento corpóreo com os meus moinhos.
taking my helmet off [ see ya! ]
Ten, Nine, Eight, Seven, Six, Five, Four, Three, Two, One...
Liftoff!!!
space oddity, David Bowie
:)
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