sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com
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o frio e o sol

Não foi a semana passada, nem ontem, mas hoje. Hoje de manhã quando saíste de casa antes de mim e após proferires Bom dia! cerca de 10 vezes e mais distintas coisas lindas outras tantas vezes. Ninguém é assim tão bem disposto pela manhã. Tu és.
Foi hoje que se anunciou o Outono, após a noite que garantes ter sido orquestrada pelo vento que fez estremecer as nossas janelas. Tenho uma vaga ideia de te ver levantado de madrugada a "calçar" a janela do quarto. A tua imagem na luz hesitante entre o ser taciturno e o despertar da madrugada. Pensei não quão maravilhoso és e no facto também maravilhoso de que nesse estado de vigilância o meu cérebro me tenha permitido um intervalo do sono para desfrutar da imagem.

Agora que já confirmámos as correntes de ar, podemo-nos preparar para o Inverno.
Importa saber que, anunciado o Outono, estamos conscientes de que, para o Inverno, a única coisa a fazer é tirar os casacos das caixas, calafetar as janelas e desenrolar os tapetes. O resto será frio, ou não. Sem medo.






http://hollywoodjesus.com/movie/spring_summer/01.jpg



Hoje o vento e a luz anunciaram a chegada desses dias majestosos.
Reparaste nas flores da buganvília a dançaricar pelo chão?






still
de "Primavera, Verão, outono, Inverno... Primavera" de Kim Ki-Duk



O Primeiro Dia



(...)

E enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


Entretanto o tempo fez cinza da brasa
outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.


Sérgio Godinho

A tua partida nunca [me] é [demasiado] fácil *



I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are

And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms

Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms

And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true

But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms

Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms

And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candle burning
And make his journey bright and pure
That he will keep returning
Always and evermore

Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms


[ mãos e pele, corpo, corpos, gentes.]

És de novo uma fonte
Em tuas veias ouve
Quem não foste.

in Música de Cama, antologia de poesia erótica, de David Mourão-Ferreira
Editorial Presença, 1994


# Lisboa, 2007Nov Z




. . .



Vou lá de vez em quando, através dos links da amig’Alice.

Fica-se por lá, presa nas mãos e na pele, no corpo, nos corpos, nas gentes.

Vá-se lá saber porque é que ainda não me tinha dado ao trabalho de o linkar na coluna aqui ao lado… nem é tarde, nem é cedo, aproveito esta espécie de comemoração de hoje… zás, já está.



(das aptidões das árvores)

Puseste a tua pena nas minhas úlceras
Com as tuas asas provocaste uma brisa
A expulsar as borboletas de asas metálicas

A escravidão recorrente dos meus sentidos
Fez-me contar pelos dedos náuseas frias
Febril derramei o mel consagrado nos olhos

Acreditar é a grande lição replicaste em sino
Contemplo as raízes a despertar do marasmo
Emoção é seres crença carne e ossos vivos em mim.



Árvore pequena, Egon Schiele


* itálicos retirados de texto de Carlos Veríssimo "Certificado de Aptidão para se Emocionar"


{ abraço }


Espera
estes não são os beijos todos.



Silencio
tenho para mim esses beijos.

Oh. Dos braços calo-me
a bambolear saudade.


photo de My Blueberry Nights - Wong Kar-Wai, descaradamente surripiada à menina-limão

My Big Fish

Desmaio?
Re: Não.
Ainda há heróis
amolecidos.

Estarei a estiolar?
Re: Não.
O meu corpo é coberto
amolecido de ti
uma flor.


Ajo?
Re: Broto coragem.

Traslado esta querença
num beijo
num poema
até completar a ode
ao teu amolecimento.

My Big Fish

Desmaio?
Re: Não.
Ainda há heróis
amolecidos.

Estarei a estiolar?
Re: Não.
O meu corpo é coberto
amolecido de ti
uma flor.


Ajo?
Re: Broto coragem.

Traslado esta querença
num beijo
num poema
até completar a ode
ao teu amolecimento.


da saudade 35. Gifts 17.


Na saudade
enchi-me de ti

estou cheia, assim
de ti

a ver a amizade

suspeito que trago o teu sorriso
magnífico.


(sim, meu amigo, éS magnífico.)





A wood of love and death, Jan Saudek, 1989


33.

IMENSO
a certeza
tu, que és.


mesmo que às vezes me sinta
fatigada como se fosse em fragmentos – dispersados - levados -
por uma ventania qualquer ou uma brisa
porque na imensidão que dizes que sou
alguns pedaços são
SIM
leves e levados
alguns –
pois
– não todos
encontro raízes e ramos com o teu nome timbrado
(a lê-lo na minha pele)

ao teu nome que cheira à minha volta
a tua presença a ser a certeza clara
tu.

a quem afecto
estar assim
tão perto.

2.

re: DA SAUDADE
somos

Pensava aqui agora onde espaço

súbita
resposta da saudade
que o meu peito insuflou
Evocou a lembrar

entre curtos tempos
Ao longo dos tempos
deste dia

eis as minhas vísceras animaram
para além desta extensão
Geográfica

(em resposta fisiológica)

mas não julgue a saudade
ser depositária do destino ardor
que tarda neste abdómen

é saber que és.