sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com
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Inauguração 7/11 - SE NUMA NOITE DE INVERNO UM VIAJANTE





INAUGURAÇÃO SÁBADO 7/11

PROGRAMA

19H > JANTAR HOTEL BRAGANÇA

22:15 > ESTAÇÃO DE COIMBRA A > Concentração

22:22 > partida > CITAC & MANÉS

22:30 > chegada ESTAÇÃO DE COIMBRA B
Colectivo ERRORISTA > instalação sonora
MIGUEL JANUÁRIO > graffiti [live act]


23:00 – 04:00 > ESTAÇÃO DE COIMBRA B > OFICINAS - CP

23:00
JOSEF B + QIP > massa sonora > execução mecânica aleatória
JOÃO MARQUES FERNANDES/IRENE GONÇALVES> performance
JOÃO VAZ > textos sonoros
MALABARISTAS + CONCERTINAS
JOÃO VASCO PAIVA > vídeo

24:00
BOIALVO [Live act] + LISBON WINTER BLUES [VJ set]

0:30
QUARTETO PAULO PIMENTEL [Jazz]

1:30
MALABARISTAS + CONCERTINAS
JOSEF B + QIP
MAU FEITIO> uma muda de roupa

2:00
LAETITIA MORAIS [Visuais] + BOIALVO [Live act]

2:30 - 4:00
AFONSO MACEDO [DJ Set]

o que tu queres sei eu bem: festa! :) estão todos convidados


...fica o convite para a festa do ano! 
Coimbra A - Coimbra B
07 de Nov às 22.15

O viajante

O viajante é um projecto multidisciplinar, centrado no cruzamento de diversas leituras fotográficas de um romance de Italo Calvino, Se Numa Noite de Inverno Um Viajante. Nele, Calvino propõe construir um romance a partir de diferentes começos, fragmentos narrativos que conduzem o leitor a lugares distintos, construindo tipologias que organiza segundo categorias que funcionam numa lógica simbólica e interpretativa que vai da névoa, da atmosfera ao apocalipse.

A viagem é um tema eminentemente fotográfico e o fotógrafo tem sido, desde o início, um viajante, um observador e uma testemunha. Alguém que se desloca e ao deslocar-se altera o seu ponto de vista. As fotografias resultantes são fragmentos, vistas parciais, possibilidades de ponto de vista que nos dizem do lugar do fotógrafo e do que tinha em frente; não nos dizem nada. Mas são todas potenciais narrativos e por isso, quando se cruzam com o espectador, dizem tudo. Esta ambiguidade, que a natureza da fotografia lhe empresta, torna-a num instrumento privilegiado para pensar a nossa relação com o mundo, e construir a nossa própria narrativa. Tal como a pintura, a fotografia é una cosa mentale.

O que se apresenta é uma rede organizada a partir de um conjunto de pontos de vista de diferentes observadores-leitores-fotógrafos construídos a partir das possibilidades narrativas propostas por Calvino e esta rede é tecida a partir de leituras deste núcleo inicial envolvendo diversas práticas artísticas da palavra à escrita, do som à performance, da pintura ao vídeo.

O viajante é uma experiência colectiva proposta aos sentidos do leitor-espectador. Não por acaso, o romance começa numa estação de caminho de ferro…

Francisco Feio 

Chambres, Rooms, Zimmers



Foram muitos os inquilinos
Foram muitos os proprietários
Foram muitos os espectadores
Que nos obrigaram a manter o

"Chambres, Rooms, Zimmers"

até 8 de Março!

Dirija-se à Galeria Santa Clara receba um MP3 e a partir daí comece uma viagem à procura de "Chambres, Rooms, Zimmers".
Veja Coimbra a transformar-se num grande palco, com um percurso que cruza a procura de um quarto para partilhar, com os respectivos senhorios e as vozes que povoam a cidade construída através das memórias e espaços imaginários. E é da recolha destas memórias, histórias, personagens, imagens, sons e trajectos que nasce nesta cidade, território de exploração, o cenário para este teatro sonoro.
No final, regresse à Galeria Santa Clara e devolva o MP3.

Duração do percurso: 1h15m
De Segunda a Sábado entre as 14h e as 18h - Preço do bilhete: 4€
Direcção Artística: Ricardo Correia
Texto, Dramaturgia* e documentação Geográfica: Ricardo Correia, Hélder Wasterlain e Filipa Alves
Apoio Dramatúrgico: Jorge Louraço
Paisagem Sonora: Luís Pedro Madeira
Actores/Vozes: António Mortágua, Rita Moreira, João Paulo Janicas, Rui Damasceno, Fernando Taborda, Ricardo Correia, Filipa Alves, Helder Wasterlain, Mónica Gomes, Pedro Arinto, Marlise Gaspar, Maria Graça Polaco, Luís Pedro Madeira e Névia Vitorino.
Intervenção plástica: Carolina Santos, Andrêa Inocêncio e Filipa Alves
Produção executiva: Hélder Wasterlain, Marlise Gaspar, Mónica Gomes.
Co-produção: Associação Cultural Rio Contigo e a Casa da Esquina – Associação Cultural

*A partir de alguns fragmentos de textos de Ítalo Calvino, Miguel Torga, Eça de Queirós, Gil Vicente, Carlos de Oliveira, António Nobre.

Contacto para entrevistas: Ricardo Correia – 96.8360617
Contacto para reservas: 91.6814585 ou 963421452; ou através do e.mail: helder.wasterlain@gmail.com


Apoios: Ministério da Cultura – Direcção Regional da Cultura do Centro | Galeria Santa Clara | Café Santa Cruz | Livraria XM | SMTUC | TEUC | RUC

matiné (foi bom, muito bom, mas já acabou)

tudo começou no encanto das mantas para nos proteger do frio durante as (cerca de?) 3 horas de peça...

O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht
encenado por Marco Antonio Rodrigues - 37ª produção d' O Teatrão de 13 de Dezembro de 2007 a 27 de Janeiro de 2008, no Museu dos Transportes, Coimbra


Brecht escreveu O Círculo de Giz Caucasiano entre 1943/45, no final da Segunda Guerra Mundial, durante o seu exílio nos EUA. Nesta obra, o dramaturgo coloca, em forma de prólogo, uma discussão entre dois grupos de russos, em torno dos direitos sobre uma propriedade a que voltam após o afastamento das forças nazis. A questão, posteriormente desenvolvida na acção principal da peça, centra-se em saber sobre que princípio deve o caso ser estabelecido? Para isso, Brecht constrói uma fábula, de inspiração oriental. Durante a guerra civil, o filho do governador é abandonado pela sua mãe e criado por uma ajudante de cozinha, Gruscha. (...)

A inspiração que Brecht nos pode dar é, antes do artista, a do cidadão. O que assistimos e fazemos, todos nós, trabalhadores de teatro, é julgar e criticar algo que pensamos exterior a nós, culpar o sistema, essa entidade de difícil definição que todavia domina a realidade quotidiana. No fundo, ninguém acredita na capacidade de mudança colectiva. Acreditamos, talvez na capacidade ilusória de um pretenso conforto apoiado no avanço tecnológico que também nas artes se repercute. Acreditamos que a relação entre público e plateia não tem capacidade de evolução, tendo esgotado já todas as suas possibilidades. Em suma, não acreditamos, desacreditamos. Como podemos então ser artistas? Como podemos então questionar o nosso posicionamento dentro do sistema? Como podemos tomar posição? É da responsabilidade do artista como produtor de pensamento, da sua posição percursora na sociedade que queremos falar, da força transgressora do indivíduo que age dentro do sistema, sabendo que a própria transgressão contém em si dois momentos: o reconhecimento da ordem estabelecida e a capacidade para inverter essa mesma ordem através das acções praticadas.

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fotografias de Paulo Abrantes, no flickr



se não viram, espero que venham a ter a possibilidade de ver esta peça apresentada pel'O Teatrão, quiçá um dia destes, perto de vós... estejam atentos, vale a pena