sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com
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Não. Assim, não.

juramento de Hipócrates
De facto, o modelo “ofender a dignidade dos cidadãos a qualquer custo“ está a ser largamente praticado pelos vossos* presidente da república e primeiro-ministro. Não seria de esperar atitude mais digna de um chico-esperto do marketing contratado por um palerma da propaganda médica.


#1 Pelo que li, há questões de rigor científico que não estão asseguradas na campanha e isso é grave

#2 Por favor, não ofendam a nossa inteligência, as empresas farmacêuticas/de dispositivos médicos não têm em primeira linha a causa mas antes a €causa$

#3 Ao Sr. Rui Reis (investigador e presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular), tenho a dizer que é importante não dizermos patetices como «Não “vê nada de mal no anúncio”» e sugiro que volte à escola de ética ou deixe de ser dissimulado pois, apenas por ignorância ou fingir cegueira é que não se identifica a maldade inerente

#4 À personagem André Gomes (administrador da Crioestaminal) pergunto: se a intenção é «precisamente provocar este debate, na medida em que “85% das células do cordão umbilical não vão para bancos privados ou para o público, mas para o lixo”» porque é que a campanha se dirige especificamente aos pais mostrando uma criança num cenário de hospital e não mostra antes uma mesa de ministros e administradores hospitalares a serem questionados?

#5 Também ao ser vivo referido no ponto anterior, peço novamente que não tente ofender a nossa inteligência com isto: “Se reparar, nunca se diz para os pais escolherem a Crioestaminal”

#6 Ainda ao mesmo respirante, um conselho: se pensa que “têm sido mais as críticas positivas que as negativas” tente rodear-se de pessoas diferentes das do habitual pois pode estar a limitar o seu leque de opinião, mas isto é um conselho apenas tendo em conta que esteja a falar verdade e tenha vontade sincera de fazer um trabalho melhor pela tal causa. De nada, o conselho é totalmente grátis.

#7 Isto não encaixará num qualquer tipo de "Bullying a futuros pais" (chamemos-lhe assim)?

#8 A futuros pais: a minha solidariedade, não deve ser fácil lidar com propagandistas agressivos numa fase tão bonita e ainda assim tão frágil e periclitante.

nota: acabaram de assistir a mais um momento [margarete não poupa no latim, podia ter simplesmente dirigido a seguinte pergunta aos seres vivos da Crioestaminal: sois apenas uns energúmenos ou umas bestas?]

* condescendam, por favor, ando em negação de tipo “não são meus”

adenda em 21/Maio: "O deputado bloquista João Semedo exigiu esta segunda-feira junto do Instituto do Sangue e da ERC a suspensão imediata da campanha da Crioestaminal e a abertura de um inquérito por violação da lei da publicidade." e... "Crioestaminal suspendeu anúncio polémico"

meeting... eu!

I became insane, with long intervals of horrible sanity.

Edgar Allan Poe

coerência, estigmas e Monsieur Lavoisier

Pensava e escrevia e revia registos. Está tudo tão emaranhado, tanto quanto a minha cabeça que dói como se fora ela a própria dor. Não deixo que me suguem o que não há mais para sugar e logo direi stop. Penso e escrevo e revejo escrituras. Penso e engulo tudo. Se não engolir tudo nunca saberei o que ando a fazer à noite durante os sonhos rituais. Não posso parar. Espero que logo chegue rápido. Então estender-me a correr dentro da minha cabeça estas obsessões pelas quais ainda não percebi o processo empático. É importante esclarecer: #1 não sei; #2 “A coerência total é a das pedras e talvez dos imbecis” (Vergílio Ferreira); #3 penso a transformação, dizia há um ano - Porque não é um sonho, nem a falácia de um pesadelo. É a tua nudez a soldo com um pedaço a menos de inocência. És estanque no arrepio
-aragem à pele
sem abalar veloz. Abalar.
(grande celeridade)
Guardar o belo
(grande urgência)
do demais banalizado.
.
.

Indaga. Num ápice avistarás
o relato das feridas sãs.

Quão abandonada amei o corpo -
missão horrorosa. Recordo
os vidros e o cuidado, socorro
a ideia do odor - sangue
enxuto em cinza (e o bafo,
indício do retiro). Entendo
peles de amar este corpo.

Explica-me o resto a prender-te aqui em renúncia.


Sam Taylor Wood
... foto surripiada ao Luís

boas!

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a verdade é que as obras anunciadas neste blog são de tipo sta engrácia, estão em andamento-interrompidas

como não gostamos (eu e o gato) de ver o blog no aspecto interrupção não-anunciada, exibimos aqui provas do nosso ócio
até já, até sempre!







Os olhos comeram-me viva
foi bom que acontecesse
desesperava já da náusea
era eu e era a razão dormida
longe de tudo.

O garrote guardou a fúria

aconteceu e eu não sei
como arranjei lidação
concebida a pele agarrou-se
não rebentou

é este calor, é aqui dentro
queima e não dói, mas queima
penso-me parda,
não-lúdica
estou mastigada viva ardo.




auto-retrato [ batalhas ]

aviso à navegação


Este blog estará inactivo temporariamente para obras, entretanto vou estando por ali e por ali

Olá :)

ah! Deixo-vos esta photo que me tem povoado

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photo de Hyeyoung Kim, que encontrei via Alex

[ cruel fantasia ]

Estava tudo turvo. Quando pus um pé no chão, caí. Tropecei no meu cabelo, demorei ainda algum tempo a desembaraçar-me do emaranhado pernas-cabelo. Seria complicado levantar-me para percorrer os 2 m até à casa de banho, gatinhei. Trepei a sanita, descansei. Foi um acordar difícil. Sentada, respirei fundo e retomei o amanhecer.
Na verdade, não é complicado se nos concentrarmos, retomar para corrigir. Remediar. Como sempre, havia gente à minha espera, reagi. Agarrei as pernas com força, os dedos ficaram vincados. A pele estranhamente grossa, espessa, as minhas pernas. Coiro. Palpei os braços, flácidos. Não me olhei ao espelho, evidentemente. Exercitei os braços, não para a flacidez mas para esta danada dor que grela nos ombros. Continuei, sem querer aperceber-me dos meus pensamentos. Continuei automática a toda a força. Já sabia que não resultaria. Não dei pelas restantes tarefas: xixi, duche, lavar dentes, cremes, cabelo (como não dei por essa tarefa tão infrutífera?!), escolher roupa, vestir roupa, cereais, gato, comida do gato, água do gato, arrumar a pasta, escolher cd’s, dizer-vos “bom-dia” e “até logo”, e mais algumas palavras, gestos, beijos. Não estavam, bem sei.
O que não sabem é que vos desejo os bons-dias, todos os dias, antes de dar as 3 voltas à chave da porta da nossa casa. Todos os dias vos imagino a sorrir-me lá de dentro quando vou embora com o meu corpo. E eu a sorrir.
Todos os dias vou embora porque pus gente à minha espera neste imbróglio que é a minha lida.
Afinal, hoje não há gente à espera. Vou embora. Hoje vou buscar-vos.

[ a agarrar imagens sem complicações ]

Estou aqui, quieta, a ver se não foge a imagem. Escrevo esta imagem. Estou quieta.
Na casa da praia. Acordei sozinha, devagar. E ainda não articulei palavras. Vesti a camisola por cima da camisa de dormir. Calcei meias grossas. Senti a humidade que não me agrediu. Passei pelo túnel que liga as partes da casa, onde as janelas já haviam sido escancaradas. O cheiro do mar vindo das janelas do lado direito do túnel. O cheiro do pinho vindo das janelas do lado esquerdo do túnel. Chegada à cozinha, encheu-se-me o peito de mais contentamento: o cheiro do café. Fizeste café. Pude abraçar-me às tuas costas a ouvir-te enquanto barravas as torradas com manteiga. Não comi. Trouxe o café para o terraço, onde estou agora. O gato veio atrás de mim e dorme outro sono. Saíste sem me dizer onde vais, onde foste.
Comecei a escrever e parei, num ímpeto a necessidade: deter-me.
Estou quieta a ouvir a música que deixaste a tocar sem me dizeres onde ias. (a ver se não foge a imagem) Acordei sozinha, devagar, e não me pediste palavras. Gosto de ti.

bom-dia

Não é de animo leve que aceito as limitações da minha genica.

ilustração de Cláudia Santos Silva aka blue





Dizer a verdade: uma vez por mês, é muito complicado ser mulher.
Surpreende-me a forma como hoje apanho segundos espaçados que me facilitam ar.
Que o nosso pecado seja o excesso de zelo. Engulo em seco.
É a esta hora que me irrito especialmente se me interromperem a meio de uma explicação, sou clara, digo "Deixe-me acabar. " e digo " Porfavor.".
Meia hora mais tarde penso, sem verbalizar, "não é fácil". Dez minutos depois confirmo.

[ hierarquia das sensações ]

O fresco da manhã hoje estava mais seco. Dormi mais de três horas completas, sinto o descanso. Compus o roteiro do dia, planeei fingir tudo até à exaustão. Espero aguentar-me à bronca.
Não tencionava auxiliar pessoas a fazer bochechos com elixir diluído.
Já seria tempo de exercer o direito ao pequeno-almoço sem insurreição no estômago.
Passaram duas horas e dez minutos, abre-se um intervalo. Uma coisa absurda. Escrevo com um intuito bem claro: alcançar um pouco do que reste do fresco da manhã. Como não resta, componho o substituto com palavras.
Sinto as articulações a descoserem-se. Esta é a sensação-mor da manhã.
Possivelmente serei a única a quem conseguirei fingir com êxito, mas isso não me intimida. Dormi mais de três horas completas, sinto o descanso.