sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com

mostrengos como nós

Ando muito próxima do chão
(como se fora parido por mim)

não trago más notícias
apenas anuncio no chão
mais um nascimento

de emoção hipotética

ponho uma coragem
de cada vez
a autorizar o perdão
por ter aterrado.

O caminho e o chão andam, assim, longos no cansaço e nem por isso posso morrer hoje. Tenho de escrever cartas abertas para o meu testamento popular. Acasos dos julgamentos de mim.


Ainda não encontrei a solução para o milhar de histórias que passou nisto.
Não posso morrer depressa.
Mudo o tom.
Não trago más notícias, apenas este anúncio sabido.
A cachola quase se afogou para lá chegar.
São as coisas das emoções vacilantes.
São coisas do medo dentro do medo.
Coisas vulgares, portanto. Difíceis.
Não sei escolher culpados se oiço.
Sem inocência.
Assumi o namoro e casei
com as alucinações
não lhes sou desleal.

Sou mostrengo como nós
à nossa imagem inteligente.

Sem intervenções bacocas.







photo

8 comentários:

Scarlata disse...

Fogo!

menina limão disse...

bem, margarete, beeeemmmm......................!

quem caiu da cadeira fui eu! tenho uma queda por ti, portanto.


(uma queda valente. das brutas. à bruta. por causa da tua brutalidade.)

(uma palavra: publicação)

blue disse...

valeu a espera, margarete.

alex disse...

[sem palavras]

artur disse...

Apesar de só raramente navegar pelos blogues este é sem dúvidas um daqueles a que volto sempre com extrema curiosidade. Posso dizer que nunca fiquei desiludido.
Excelente escrita e excelentes ideias que corresponderão com certeza a um excelente ser humano.
O que significa Margarete? talvez algo entre a intensa malagueta e a suave courgette. Adoro os dois vegetais.

Joana Serrado disse...

ola Margarida.

Um beijinho nas cicatrizes

Doce.

Joana Serrado disse...

E penso que, se calhar, esta mulher, agora, depois de desinsuflada e costurada, nao se sentirá, pela primeira vez na vida, bela.

marta (doavesso) disse...

cheguei de férias para aterrar assim Margarete...É deliciosamente desconcertante a tua escrita. Já tinha saudades, confesso ;)
beijo