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sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com
Na senda da genuinidade
Pensei noutros lugares, e pensei no que esquecia. E depois acerca da liberdade e ainda assim não trouxe uma pasta com conclusões nem adendas. Senti sufoco. Trouxe a diversidade para dentro de casa, sentei-a e fiquei a olhar. Não me consegui decidir se o mais importante era fazer perguntas ou tentar responder a elas, é sempre uma decisão muito difícil. Olhei para trás e percebi que não conseguia ver tudo (tudo é como-quem-diz) fiquei um bocado decepcionada, confesso, contava com isto para fazer um balanço. Encontro-me estável agora, já não sufoco e devolvi a bandeja que me ofereciam com a oração: tomai estas regras e uni as mãos.
Tive de me obrigar a quietude. Senti-me acordar quando ouvi o hino sobre a família. Voltei à quietude quando me lembrei que alguém poderia solicitar-me a definição de família. Senti-me acordar de novo ao som desse tema, agora em repetição, que é assim que sinto, repetição-após-repetição, para conseguir atingir uma nota mediana na aprendizagem. Ao acordar, algo ainda sufocava cá dentro, evoquei coisas que pensei serem citações com direito a autor. Eis quando percebo que, ao sentir o alívio do sufoco, não se trata de citações com dono nem estas têm de estar de acordo com a sintaxe original, desde que rimem com o hino: Ser-se amado por alguém, é existir em segurança na sua liberdade.
música ao Sábado [em actualização até às 24h]
5 e picos
6 e picos
7h e picos
10h e picos
12h e picos
13h e picos
15h30
16h50
17h30
17h45
19h e picos
quase 20h
20h e picos
20h59
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hora cinderela
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Ouve o não dela
post surripiado ao Luís
Em França, compreensivelmente, a questão do assédio ocupa as páginas dos principais jornais. Os franceses e as francesas acordaram para o tema. Os jornalistas organizam dossiers onde, em regra, se pede legislação mais penalizante para o assédio sexual, sobretudo nas empresas.
O tom é inflamado, auto-punitivo e ingénuo. No Libération uma rapariga contava que se tinha queixado ao patrão porque “há 4 meses que não paravam de lhe olhar para as nádegas”. O patrão tinha-lhe dito que ela se devia sentir orgulhosa pelo facto. O destaque dado pelo jornal mostra que o comentário do patrão devia ser criminalizado, ou os olhares dos colegas da queixosa, ou ambos, ou todos. O facto mais interessante, o que é que aconteceu há 4 meses, não era explicado.
O tom do correspondente do Expresso em Paris, era semelhante. Com tanta unaminidade virtuosa custa a crer que o assédio sexual seja um problema, entre os gauleses.
Felizmente há quem, em Portugal, ponha o dedo certeiro no coração do assédio (ou lá no centro que o comanda). Assédio é quando um não ouve o não do outro, dizem as galdérias.
E felizmente, embora isto geralmente não tenha piada, elas sabem dizê-lo.
SLUTwalk Lisboa - 25 de Junho, 17h30
Caminhando desde o Largo de Camões (17.30h) até ao Rossio
MANIFESTOSlutwalk* Lisboa - pela auto-determinação sexual em todas as circunstâncias
*SLUT, galdéria, desavergonhada, puta, descarada, vadia, badalhoca, fácil
Em Janeiro de 2011 um polícia afirmou em Toronto que as mulheres devem evitar vestir-se de forma provocante se não quiserem ser violadas. A SLUTwalk Lisboa junta-se à vaga de indignação que esta afirmação causou um pouco por todo o mundo.
Recusamos totalmente a culpabilização das mulheres face a situações de violência sexual. Mude-se as leis, mude-se quem agride. Mude-se a cultura patriarcal que diz às mulheres para não serem violadas, em vez de dizer aos homens para não violarem.
Mude-se a moral dominante, onde SLUTs são todas as mulheres que não se limitam à sexualidade heterossexual, monogâmica e reprodutora.
Se SLUT - galdéria, desavergonhada, puta, descarada, vadia, badalhoca, fácil - é uma mulher que decide sobre o seu corpo, sobre a sua sexualidade, e que procura prazer, então, somos SLUTs, sim!
Não queremos piropos sexistas, não queremos paternalismo, não queremos violência sexual. Dizemos não, por mais cidadania. Dizemos não, por mais democracia. Dizemos não, por mais liberdade.
Se ponho um decote... Não é Não!
Se pus aquelas calças de que tanto gostas... Não é Não!
Se uso burqa... Não é Não!
Se durmo com quem me apetece... Não é Não!
Se passo naquela rua... Não é Não!
Se vamos para os copos... Não é Não!
Se me sinto vulnerável... Não é Não!
Se sou deficiente... Não é Não!
Se saio com xs maiores galdérixs...Não é Não!
Se ontem dormi contigo... Não é Não!
Se sou trabalhadora sexual... Não é Não!
Se és meu chefe... Não é Não!
Se somos casadxs, companheirxs, namoradxs... Não é Não!
Se sou tua paciente... Não é Não!
Se sou tua parente... Não é Não!
Se tenho relações poliamorosas... Não é Não!
Se sou empregada de hotel... Não é Não!
Se tens dúvidas se aquilo foi um sim, então... Não é Não!
Se não entendes a língua que eu falo... Não é Não!
Se beijo outra mulher no meio da rua... Não é Não!
Se tenho mamas e pila... Não é Não!
Se disse sim e já não me apetece... Não é Não!
Se adoro ver pornografia... Não é Não!
Se ando à boleia... Não é Não!
Se estamos numa festa swing, numa sex party ou numa cena BDSM... Não é Não!
Se já abrimos o preservativo... Não é Não!
NÃO é sempre NÃO. Quando é SIM, não há ambiguidades ou dúvidas porque sabemos o que queremos e sabemos ser claras.
[ dias assim ]
estaremos cá, para o que der e vier
dar uma mãozinha
(e quem diz uma mãozinha, diz um ombro... ou até os braços em abraço)
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