sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com
menina limão goes P3
oh, o orgulho
:')
parabéns, m'nina! <3
Os cinco melhores momentos cinematográficos de 2011
O P3 só chegou em Setembro, por isso pedimos aos especialistas para escolherem o melhor de 2011. A bloguer Menina Limão viu 15 a 20 filmes por mês e ficou com estas cenas na memória
(ainda a propósito do ano novo) (wink-wink) [por Carlos Drummond de Andrade]
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Síntese da Felicidade
Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
(dali)
Síntese da Felicidade
Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu
(recebido por e-mail em Inglês, fui buscar em português ali)
obrigada :)
obrigada :)
Azuliante
| Helena Almeida |
Este poema é da AIdina
Este poema
começa com um homem de tronco nu
à sua mesa de trabalho ___e hiante
a esta hora em que de oriente a ocidente
se acendem lâmpadas trémulas e bárbaras e ferozes
e o mar é o teu nome ___a esta hora pétala a pétala
em que subirei de avião para ir beijar-te os olhos
e___ ver no meio do deserto ___ o único
o magnífico devorador de rosas a comer um pão
enquanto do Oceano resta apenas
o silêncio de uma lágrima caindo nos joelhos de uma criança
Espera-me onde um nome há no Ar escrito com saliva azul
com raiva azul
como a urina violenta dos amantes
com a sua flor azul à superfície onde crepita a morte
Choverá muito ___ eu sei choverá___ muito
e não porei uma pedra branca sobre o assunto digo
sobre o tremor de terra em que tu danças
na tua roda de cigarros cada vez mais depressa
___cada vez mais depressa
e lento o peixe de plumas de águia letra a letra
dá a volta ao mundo dos teus olhos
enquanto a dentadura cintilante pronuncia o grande uivo
de oriente a ocidente
Certas palavras muito duras quando a noite cai
não devem ter outra origem sabes tão bem como eu
porque agora a lava das lágrimas ao crepúsculo
são as rosas com que o poeta fala
à multidão em volta do crocodilo o animal repugnante
de costas para a luz___ contra o grande uivo:
de oriente a ocidente a mesma flor podre___ o estado
segredos de estado as razões de estado a segurança do estado
o terrorismo de estado os crimes contra o estado
e o equilíbrio do terror
de oriente a ocidente___ meu amor ___ de oriente a ocidente
Digo não___ Eu digo não
digo o teu nome que diz não
No entanto às portas da cidade e ao pé de cada árvore
à espera que tu chegues ou passes simplesmente
estão os grandes do império com o chapéu na mão
_______________________________________para cumprimentar-te
Então passas tu com a lua no peito
dividindo distribuindo os alimentos
passas tu devagar atirando as moedas
que os dias não aceitam e gastamos depressa
noite ___ mil e uma noites de quem espera
Meu amor países pátrias têm todos um nome
de letras imundas que não é para escrever
Se ainda podes ouvir o búzio da infância
ouvirás com certeza o sinal de partir
No comboio multicor sobre carris ferozes e azuis
que há mil anos dá a volta ao mundo
sou eu o homem que viaja nu porque eu sou
o arco-íris e a rosa no trapézio
e tu toda a paisagem que atravesso
como se fosse de bicicleta
como se fosse sílaba a sílaba
a primeira frase sobre a terra
tu com as tuas luvas de amianto ao lado do vulcão
com a tua máscara de olhar a aurora boreal
de me olhares para sempre nua ___eu a tempestade
de coração a coração
Roda sórdida da razão cínica e canto de galos
depenados vivos que cantam nos intervalos da morte
no meu livro de horas deste século
está escrito que o homem livre fará o seu aparecimento
sob a forma de um cometa de cauda fascinante
que arrastará os amorosos até ao centro do mundo
donde partirão na rosa-dos-ventos ___e este será o sinal
António José Forte
in Uma Faca nos Dentes
rir com patrocínio da livreira anarquista
Vocês aqui têm todos os livros que estão escritos em português?
— Não. Faltam-nos dois ou três.
de 2011 para 2012 [checklist] [ah e tal as listas são um absurdo... e tal ]
Porque isto não é só fazer as listas, olhando para trás:
1. Olhar o céu mais vezes e dizer que the stars look very different today! ✓
2. Estudar ✓
3. Rir ✓
4. Experimentar a minha bicicleta! ✓
5. Ressuscitar a minha escrita erm... adiantar item para 2012 :P
6. Fazer mais poesia ✓
7. Ler mais poesia ✓
8. Dizer mais poesia ✓
9. Fotografar mais poesia ✓
10. Agarrar os bois pelos cornos ✓
11. Fazer voluntariado, isso, sim, no meu bairro, junto dos velhotes o 1º passo está dado...
12. Rir! ✓
13. E sorrir. ✓
14. Ter as minhas burocracias em dia (será?) (ambiciosa!!!) (estas listas descambam sempre nisto!) ✓
15. Não ter medo do frio ✓
16. Não ter medo do vento, voltar portanto a Sagres meio✓
17. Não ter medo das alturas erm, resumindo-me à minha insignificância, que tal "aprender a viver com o medo das alturas" :D
18. Escrever cartas de amor ✓
19. Tocar o chão, com os pés descalços ✓
20. Enviar as cartas de amor por correio de verdade erm :D
21. Continuar ✓
22. Continuar a ser verdadeira comigo ✓
23. Continuar assim ✓
24. E descontinuar ✓
25. Sentir-me digna disto e daquilo ✓ :)
26. E dizer em voz alta “Eu não merecia iss(t)o!” ou, batendo os pés, repetir que não, que não merecíamos isto ✓ e não, não merecíamos, mas estamos aqui para o que der e vier :)
27. Gerar. ✓
28. Gerar tempo do meu tempo ✓
29. Ouvir mais música ✓
30. Ir atrás de 1 concerto ✓ weeee, este ano já há mais!
31. Não poupar dinheiro num bilhete de teatro ✓
32. Poupar dinheiro ✓
33. Gastar o dinheiro ✓
34. Fazer aquela viagem! Sim! :'(
35. Respeitar mais os meus objectos ✓
36. Ser honesta com o meu jardim LOL!
37. Continuar assim – grata, com o peito cheio, sabendo que não é disto que ele vai rebentar ✓✓✓
38. Ser mais curiosa (mais, pois claro) ✓ :)
39. Deixar ir. De coração ao alto, deixar ir quem precisa de ir. Deixar ir, quiçá esboçando um sorriso ✓ farewell! :)
40. Cozinhar mais e mais e mais ✓✓✓
41. Rir! ✓
42. Cantar mais e saber que os amigos (ainda assim) estão dispostos a ouvir-me porque faz parte da minha alegria ✓
43. Convidar mais, festejar mais e mais e mais ✓
44. Assinalar devidamente o 25 de Abril sim, sim, foi no hospital! :D hehehe
45. Voltar aos trapos – abrir a máquina de costura - a relíquia, e atrever-me… voltar... eu voltei, só não foi com a relíquia, foi com a fita-cola de tecidos do ikea! :D
46. Ver mais cinema juro que tentei, juro!... mas as pipocas, e as pessoas a enviar sms's e... argh, as pessoas! :S
47. Rever uma série de filmes, nomeadamente o UP! alguns, sim, menos o UP, esqueci-me! :D
48. Retomar (pelo menos) uma amizade que tenha ficado pelo caminho dos dias úteis, da geografia e do tempo que porventura deixámos fugir ;)***
49. Hmm… nadar? Nadar, pois claro! a modos que... não! :D
50. Ser cinto de segurança aos meus amores ✓✓✓ <3
51. Fazer uma lista de resoluções de ano novo para o trabalho ✓
52. Fazer uma lista de resoluções de ano novo para a escola ✓
53. Aprender a desenhar árvores e pássaros com lápis [blushing]
54. Aprender a pintar árvores e pássaros com aguarela [blushing]
55. Respirar fundo ✓
56. Ir mais vezes à Nazaré nem sei bem... :)
57. Dar mais e mais abraços ✓✓✓
58. Rir ✓
59. Tricotar uma manta ou, pelo menos, fazer uma manta com camisolas velhas :P
60. Fazer presentes ✓✓✓
61. Visitar a avó Palmira mais vezes, mais vezes, mais vezes ✓
62. Ser mais compreensiva, parar e ser mais compreensiva ✓ (digo eu... :P)
63. Acudir, estar com os amores nas aflições ✓
64. Dizer aos amigos, para que saibam, para que tenham certeza, assim mesmo, dizer aos amigos que são da minha família ✓
65. Fazer bem as contas para o inevitável neste ano: comprar um carro(?) (snif-snif) ✓ love you, little jazz!
66. Preparar-me para o Verão, para que não surja de rompante como sem avisar ✓
67. E dançar mais ✓
68. Ter certeza de que ele saiba sempre que é muito amado ✓
69. Sim. :)
70. Continuar a manutenção da casa, sempre assim a espaços e com tempo ✓ our lady of eternal maintenance :P
71. Arranjar um/a irmã/o para o manjerico… falemos doutro assunto...
72. Encaminhar e seguir encaminhamentos ✓
73. Dormir nas férias digamos que, em 2011, as férias não tiveram tanto sono como em 2010, e ainda bem \o/
74. Não me esquecer recorrentemente de marcar as minhas consultas… ✓
75. Preparar e deixar ficar todos os memoriais de que preciso para sobreviver ✓ :)
76. Respeitar os meus rituais ✓ :)
77. Ser menos totó quanto as intenções alheias (pois que das minhas intenções sei eu) :D
78. Ser espirituosa, aprender mais com o meu pai, a minha mana e o meu amor, e também com o pequeno amor ✓
79. Saber mais, conhecer mais coisas sobre o mundo, a natureza, os bichos ✓
80. Seguir os meus instintos ✓
81. Continuar a casar-me todos os dias ✓✓✓
82. Rir hoje, não deixar para amanhã ✓
83. Criar ✓
84. Aprender a escrever dentro do novo acordo ortográfico oops!
85. Aprender a distinguir melhor do que devo e/ou não devo desistir erm, num sei dizer...
86. Ser mais persistente, contra o medo ser mais persistente ✓
87. Retomar o mealheiro interrompido LOL!
88. Mais e mais, aprender e ensinar com os sobrinhos e ademais petizes da minha vida ✓
89. Pedir desculpas ✓
90. Aprender e/ou aperfeiçoar outra(s) línguas oui oui!
91. Rir ✓
92. Ser ambiciosa, independentemente do alvo da ambição, ser ambiciosa ✓ por acaso... :)
93. Construir a minha árvore, com raízes ✓
94. Comprar umas running-shoes! ✓
95. Passar mais dias na Zambujeira ✓
96. Banhar-me mais no mar e no sol ✓✓✓ foi tão bom! :D
97. Rezar. Usar as minhas orações. ✓
98. Não dar esta lista por encerrada ✓
99. Não stressar por não cumprir esta lista ✓
100. Amar acreditando. ✓
| Miranda July |
2. Estudar ✓
3. Rir ✓
4. Experimentar a minha bicicleta! ✓
5. Ressuscitar a minha escrita erm... adiantar item para 2012 :P
6. Fazer mais poesia ✓
7. Ler mais poesia ✓
8. Dizer mais poesia ✓
9. Fotografar mais poesia ✓
10. Agarrar os bois pelos cornos ✓
11. Fazer voluntariado, isso, sim, no meu bairro, junto dos velhotes o 1º passo está dado...
12. Rir! ✓
13. E sorrir. ✓
14. Ter as minhas burocracias em dia (será?) (ambiciosa!!!) (estas listas descambam sempre nisto!) ✓
15. Não ter medo do frio ✓
16. Não ter medo do vento, voltar portanto a Sagres meio✓
17. Não ter medo das alturas erm, resumindo-me à minha insignificância, que tal "aprender a viver com o medo das alturas" :D
18. Escrever cartas de amor ✓
19. Tocar o chão, com os pés descalços ✓
20. Enviar as cartas de amor por correio de verdade erm :D
21. Continuar ✓
22. Continuar a ser verdadeira comigo ✓
23. Continuar assim ✓
24. E descontinuar ✓
25. Sentir-me digna disto e daquilo ✓ :)
26. E dizer em voz alta “Eu não merecia iss(t)o!” ou, batendo os pés, repetir que não, que não merecíamos isto ✓ e não, não merecíamos, mas estamos aqui para o que der e vier :)
27. Gerar. ✓
28. Gerar tempo do meu tempo ✓
29. Ouvir mais música ✓
30. Ir atrás de 1 concerto ✓ weeee, este ano já há mais!
31. Não poupar dinheiro num bilhete de teatro ✓
32. Poupar dinheiro ✓
33. Gastar o dinheiro ✓
34. Fazer aquela viagem! Sim! :'(
35. Respeitar mais os meus objectos ✓
36. Ser honesta com o meu jardim LOL!
37. Continuar assim – grata, com o peito cheio, sabendo que não é disto que ele vai rebentar ✓✓✓
38. Ser mais curiosa (mais, pois claro) ✓ :)
39. Deixar ir. De coração ao alto, deixar ir quem precisa de ir. Deixar ir, quiçá esboçando um sorriso ✓ farewell! :)
40. Cozinhar mais e mais e mais ✓✓✓
41. Rir! ✓
42. Cantar mais e saber que os amigos (ainda assim) estão dispostos a ouvir-me porque faz parte da minha alegria ✓
43. Convidar mais, festejar mais e mais e mais ✓
44. Assinalar devidamente o 25 de Abril sim, sim, foi no hospital! :D hehehe
45. Voltar aos trapos – abrir a máquina de costura - a relíquia, e atrever-me… voltar... eu voltei, só não foi com a relíquia, foi com a fita-cola de tecidos do ikea! :D
46. Ver mais cinema juro que tentei, juro!... mas as pipocas, e as pessoas a enviar sms's e... argh, as pessoas! :S
47. Rever uma série de filmes, nomeadamente o UP! alguns, sim, menos o UP, esqueci-me! :D
48. Retomar (pelo menos) uma amizade que tenha ficado pelo caminho dos dias úteis, da geografia e do tempo que porventura deixámos fugir ;)***
49. Hmm… nadar? Nadar, pois claro! a modos que... não! :D
50. Ser cinto de segurança aos meus amores ✓✓✓ <3
51. Fazer uma lista de resoluções de ano novo para o trabalho ✓
52. Fazer uma lista de resoluções de ano novo para a escola ✓
53. Aprender a desenhar árvores e pássaros com lápis [blushing]
54. Aprender a pintar árvores e pássaros com aguarela [blushing]
55. Respirar fundo ✓
56. Ir mais vezes à Nazaré nem sei bem... :)
57. Dar mais e mais abraços ✓✓✓
58. Rir ✓
59. Tricotar uma manta ou, pelo menos, fazer uma manta com camisolas velhas :P
60. Fazer presentes ✓✓✓
61. Visitar a avó Palmira mais vezes, mais vezes, mais vezes ✓
62. Ser mais compreensiva, parar e ser mais compreensiva ✓ (digo eu... :P)
63. Acudir, estar com os amores nas aflições ✓
64. Dizer aos amigos, para que saibam, para que tenham certeza, assim mesmo, dizer aos amigos que são da minha família ✓
65. Fazer bem as contas para o inevitável neste ano: comprar um carro(?) (snif-snif) ✓ love you, little jazz!
66. Preparar-me para o Verão, para que não surja de rompante como sem avisar ✓
67. E dançar mais ✓
68. Ter certeza de que ele saiba sempre que é muito amado ✓
69. Sim. :)
70. Continuar a manutenção da casa, sempre assim a espaços e com tempo ✓ our lady of eternal maintenance :P
71. Arranjar um/a irmã/o para o manjerico… falemos doutro assunto...
72. Encaminhar e seguir encaminhamentos ✓
73. Dormir nas férias digamos que, em 2011, as férias não tiveram tanto sono como em 2010, e ainda bem \o/
74. Não me esquecer recorrentemente de marcar as minhas consultas… ✓
75. Preparar e deixar ficar todos os memoriais de que preciso para sobreviver ✓ :)
76. Respeitar os meus rituais ✓ :)
77. Ser menos totó quanto as intenções alheias (pois que das minhas intenções sei eu) :D
78. Ser espirituosa, aprender mais com o meu pai, a minha mana e o meu amor, e também com o pequeno amor ✓
79. Saber mais, conhecer mais coisas sobre o mundo, a natureza, os bichos ✓
80. Seguir os meus instintos ✓
81. Continuar a casar-me todos os dias ✓✓✓
82. Rir hoje, não deixar para amanhã ✓
83. Criar ✓
84. Aprender a escrever dentro do novo acordo ortográfico oops!
85. Aprender a distinguir melhor do que devo e/ou não devo desistir erm, num sei dizer...
86. Ser mais persistente, contra o medo ser mais persistente ✓
87. Retomar o mealheiro interrompido LOL!
88. Mais e mais, aprender e ensinar com os sobrinhos e ademais petizes da minha vida ✓
89. Pedir desculpas ✓
90. Aprender e/ou aperfeiçoar outra(s) línguas oui oui!
91. Rir ✓
92. Ser ambiciosa, independentemente do alvo da ambição, ser ambiciosa ✓ por acaso... :)
93. Construir a minha árvore, com raízes ✓
94. Comprar umas running-shoes! ✓
95. Passar mais dias na Zambujeira ✓
96. Banhar-me mais no mar e no sol ✓✓✓ foi tão bom! :D
97. Rezar. Usar as minhas orações. ✓
98. Não dar esta lista por encerrada ✓
99. Não stressar por não cumprir esta lista ✓
100. Amar acreditando. ✓
A cabana de Thoreau
Por Luís Januário, publicado em 21 Dez 2011 - IONLINE
A calamidade que nos atingiu não é nenhuma doença infecciosa, embora se espalhe como uma praga. É efeito do sistema económico que os seres humanos construíram.
O Rui licenciou-se em Filosofia e cinco anos depois obteve o grau de mestre em Filosofia Contemporânea. Há mais de 15 anos que é professor profissionalizado no ensino secundário e, depois de um doutoramento em Semiótica Social, numa universidade, foi formador de professores e de outros profissionais, editor de mais de 300 livros, co-autor de manuais escolares premiados. Publicou vários ensaios filosóficos e contos de literatura infantil. Foi investigador de um centro universitário e bolseiro da FCT. “Hoje”, escreveram-me, “o Rui foi dispensado. As novas regras exigem cortes de pessoal. Os alunos fizeram um abaixo-assinado – mesmo os que não tiveram boas notas – a dizer que ele é um excelente professor.”
Médico
Escreve quinzenalmente à quarta-feira
A calamidade que nos atingiu não é nenhuma doença infecciosa, embora se espalhe como uma praga. É efeito do sistema económico que os seres humanos construíram.
A Rita é psicóloga. Fez alguns estágios não remunerados e depois assinou um contrato com uma empresa farmacêutica. É competente, discreta, elegante e escrupulosa no cumprimento dos seus deveres, como diria a informação curricular de um patrão justo. Há um mês ganhou um prémio por ter ultrapassado as metas de produção. A semana passada foi chamada de urgência à direção. “A alteração das condições de mercado em Portugal” exigia o despedimento de alguns trabalhadores. Como ela.
Como chegámos aqui? Da mesma forma que se pergunta quando nos informam de uma doença grave. Como se deixou chegar àquele estado? Há quanto tempo sangrava? Ninguém lhe palpava as mamas? Não se assustou com a tosse?
A calamidade que nos atingiu não é nenhuma doença infecciosa, embora se espalhe como uma praga. Não é um terramoto, nem um maremoto, a queda de um meteoro, o aquecimento brusco. É um efeito do sistema económico que os seres humanos construíram, embora o seu controlo pareça fugir-lhes das mãos. A história das civilizações que soçobraram ensina que não lhes bastou diagnosticar o mal. Enquanto houver beneficiários continuarão a cortar as árvores para erguer manipansos, como fizeram os homens da ilha da Páscoa até ao último tronco. O combate à iniquidade do sistema económico exige serenidade, firmeza e solidariedade.
Firmeza para isolar os responsáveis. Os responsáveis são os que definem a estratégia económica suicida e os que a executam. País de criptofascistas há 50 anos, esta pátria tem o material desses anos de ditadura parola: os bufos, os medrosos, os amorfos e os executantes solícitos. Dos bufos não falarei. Espécie abjeta que segreda a ouvidos mais abjetos ainda. Os amorfos são os que pensam que a desgraça só acontece aos outros: aos judeus, aos pretos, aos comunistas e aos pecadores. E vestem-se de virtude, empoam a face para não serem confundidos com essa gente que, talvez, quem sabe, “mereça a sorte que tem”, 750 celas novas numa frase inspirada da “nova ministra da Justiça”. Os medrosos são dignos de piedade. Perdem sem ter lutado e são o trunfo maior da iniquidade. Mas os zelosos cumpridores de leis e disposições legais são a pior destas subpopulações, na nomenklatura do tardocapitalismo. São os decisores dos níveis intermédios, sem ideologia nem partido, os que não despedem mas comunicam os despedimentos, não cortam mas aplicam os cortes, não proíbem mas mandam proibir, não contratam nem renovam os contratos, não concordam e até talvez discordem das medidas que aplicam.
Serenidade, para dar à racionalidade económica do tardocapitalismo uma resposta que só pode ser de uma outra ordem e de uma outra dimensão. Essa ordem tem de ser poética e antiprogressista. Tem de recuperar formas de pensamento pré-imperiais, em que o objectivo não seja o crescimento mas a sustentação, em que toda a publicidade seja considerada enganosa, em que o crescimento das empresas seja limitado e os políticos tenham de estudar filosofia antes e não depois de disputarem as eleições. As profissões mais consideradas sejam as que, nas palavras de Misha Gromov, tentam revelar os quatro mistérios do mundo. Uma ordem em que o maior crime seja a destruição da natureza e a interdição de matar ou de manter em cativeiro se aplique aos seres humanos e aos outros animais.
Finalmente a solidariedade. Baseada no individualismo e num utopismo pós-histórico. Chamemos-lhe já um paratopismo pós-histórico, porque nos chamarão utópicos os que nos querem conformar com a miserável realidade que preparam e por isso melhor será que nos antecipemos na designação. A nossa paratopia considerará as utopias históricas perigosas e construirá respostas limitadas e de mínima dimensão.
Se as respostas globais falharam, é preciso deixar ao tardocapitalismo a ilusão global. Ocupar-nos-emos dessas infinitas mínimas coisas, sem ambição total, deixando os governos, a sua corte e os seus beneficiários a falarem sozinhos num terreno queimado e cada vez mais rarefeito. Seremos monges e monjas e se for caso disso mendicantes, mas sobreviveremos ou hão-de sobreviver os nossos livros, as nossas cabanas, como a cabana de Walden, onde Thoreau pensou a desobediência civil, a nossa música, as esculturas de madeira talhadas como as figuras de Baselitz, com gorros onde se lê ZERO e relógios nos punhos assinalando a hora quase final em que escrevemos estas crónicas.
Médico
Escreve quinzenalmente à quarta-feira
"but I like surprises" :) [da série mais uma cabeça que vai fazer (muita) falta]
“[All religions] make the same mistake. They all take the only real faculty we have that distinguishes us from other primates, and from other animals—the faculty of reason, and the willingness to take any risk that reason demands of us—and they replace that with the idea that faith is a virtue. If I could change just one thing, it would be to dissociate the idea of faith from virtue—now and for good—and to expose it for what it is: a servile weakness, a refuge in cowardice, and a willingness to follow, with credulity, people who are in the highest degree unscrupulous.”
"I am not even an atheist so much as I am an antitheist; I not only maintain that all religions are versions of the same untruth, but I hold that the influence of churches and the effect of religious belief is positively harmful. Reviewing the false claims of religion, I do not wish, as some sentimental materialists affect to wish, that they were true. I do not envy believers their faith. I am relieved to think that the whole story is a sinister fairy tale; life would be miserable if what the faithful affirmed was actually the case."
Christopher Eric Hitchens
discurso sobejamente conhecido, copiado da caixa de comentários do arrastão
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um "comentário" que me fez sorrir:
«Se existe e se é um arquitecto, ou estava com uma alcolémia do caralho naquela semana (a única) em que trabalhou, ou é uma criatura depravada, provavelmente tocador de harpa e pirómano, que quis construir um Coliseum. Turek é o estereótipo do republicano americano, um bocadinho mais inteligente e menos ridículo que Sara Pahlin, mas igualmente agressivo. Faz-me lembrar o pessoal da seita que costumava bater-me à porta e que me queria vender uma Bíbia...a deles, aquela que salvava mais branco, incitando-me a entrar na arca...deles, porque isto vai tudo pó gallheiro em 2012 e só se vão salvar os eleitos, os puros, ou seja...eles. Estes servos de um senhor que fez um filho à mulher de um carpinteiro, através de uma estranhíssima delegação do direito de pernada, são escravos (como muito bem lhes chamou Hitchens) obcecados pela ideia da pureza, ideia que como sabemos é politicamente perigosa, e muito chata em patologia clínica porque leva as pessoas a lavar as mãos de 5 em 5 minutos, e a fazer rectoscopias uma vez por mês. Durante todo o debate, Turek usou o argumento da pureza de deus versus a impureza dos seres humanos, esses criados que nunca estiveram nem nunca virão a estar à altura do criador (…”the problem is not cristhianism; the problem are the cristhians"). Nada tenho contra o sentimento religioso. Acho que cada um fuma aquilo que quiser, e fala com os deuses ou deusas que entender e que o atenderem. Mas não vejo onde possa estar a contradição - que a pergunta que veio da plateia insinua - em ser ateu e estar interessado no estudo destas matérias.»
prometo ser uma boa menina
dica: além do Natal, aproxima-se o meu aniversário, tudo junto, é capaz de dar, winkwink e tal
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