sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com
pergunto mesmo: por alma de quem?! [das séries "oh, santa paciência" e "tanta bala perdida por aí"]
surripiado ao João Lisboa:
MAS DESDE QUANDO UMA MULTINACIONAL COMO
A VATICANO S.A. IMPÕE CONDIÇÕES A UM GOVERNO?
Igreja aceita mudar dois feriados se Governo fizer o mesmo
A VATICANO S.A. IMPÕE CONDIÇÕES A UM GOVERNO?
Igreja aceita mudar dois feriados se Governo fizer o mesmo
(cortesia de mr. apostate)
[Oriente] e [a lei do deix'andar]
Oriente
por Ana Cássia Rebelo
por Ana Cássia Rebelo
Corro durante horas, quando a noite cai, as mulheres chinesas chegam para jogar a sorte no casino, há um pintor num primeiro andar, pingam as telas no parapeito, faço a subida do hospital, uma, duas, três vezes, já não me canso, levo a boca fechada, levo o corpo fechado, cosido, cozido, cruzo-me com enfermeiras que terminam o turno, lembro a minha mãe de farda posta, tantas nervurinhas, os sapatos de calfe brancos que lhe moiam os pés, o chapéu engomado sobre o cabelo penteado, o filho que lhe morreu e que todos esquecemos, ficou ela, sozinha, com essa lembrança. Subo as escadas do pavilhão em passo rápido, está o parque deserto, tanta melancolia e solidão na noite de Lisboa. Como é bonita a tristeza. Corro para cansar o corpo, para o adormecer.
~ ~ ~
a lei do deix'andarpor Catarina
É preciso, digo eu, que uma pessoa se habitue a que isto seja assim, a que isto seja a paz, e que a paz seja afinal algo de muito diferente do que se previra. Que a paz não é um estado de graça prolongado, não senhor, mas antes uma dignidade perante toda a emoção, ou falta dela. Quero dizer: a paz de andar feliz por Lisboa, contemplativa, debaixo do milagre; e a paz de andar triste por Lisboa, sem texto, debaixo de milagre outro.
De uma forma mais prática: a paz da tensão pré-menstrual, a paz do mau humor depois da sesta curta, a paz dos transportes públicos sempre muito cheios, a paz das ruas sempre muito sujas. A paz do que não é certo, do que não corre bem, ou do que simplesmente nem chega a correr, a paz do que falha, do que se tenta, e do que não se tenta. A paz do que se conhece e do que está por conhecer.
É por aqui que ando, agora. Às vezes não interessa mudar, interessa aceitar. E aceitando, é deixar andar. Não me julgues.
in A Trama
oh... ding! dong! I didn't go to listen to your song! ding! dong! I'm a silly fan
«O concerto de Bonnie ‘Prince’ Billy, o segundo que vi dele, baseou-se excessivamente no repertório mais country, digamos, em geral as canções de que menos gosto e das quais menos me lembro. E também devem ter sido tocados vários temas de Wolfroy Goes to Town (2011), que ainda não ouvi, mas de que fixei uma canção fantástica, «New Whaling». No palco, Bonnie ‘Prince’ é uma mistura de mimo, pregador e boneco articulado, bigode redneck, uma certa rigidez acompanhada de caretas, braços esticados, pernas a balançar e um tique qualquer com as calças e os bolsos. Pouco comunicativo mas não antipático, foi mais formal do que no outro espectáculo que vi, em que estava com um acompanhamento mínimo, e se mostrou mais festivo e mais negro. As canções têm uma estrutura bizarra, com quase «recitativos» e aparentes devaneios, mas a banda (guitarra, contrabaixo, bateria, piano, backing vocals) portou-se à altura. Tivemos direito à grande canção moderna sobre a amizade, a comovente «I See a Darkness». E a «Another Day Full of Dread», esse apocalipse feliz: «and I say: nip! nap! it’s all a trap /bo! bis! and so was this / whoa! whoa! to haiti go, /and watch it all come down / ding! dong! a silly song / sure do say something’s wrong / smile awhile, forget the bile / and watch it all come down».» Pedro Mexia n'a lei seca
"Não sinto que tenha de pedir desculpa aos portugueses"
«A propósito da primeira página do Expresso de hoje, não posso deixar de explicar ao sr. primeiro-ministro:
Eu trabalho. Trabalho muito. Nem sempre com vontade, mas trabalho. Muito.
Eu não tenho outro remédio senão pagar os meus impostos, porque tenho o privilégio de trabalhar por conta de outrem. Sou paga com dinheiro do orçamento geral do estado. Mas não me sinto em dívida.
Eu pago as taxas e as contribuições. As que, mais uma vez, não tenho outro remédio senão pagar. Mas as outras também. A tempo. E não estrebucho.
Eu consumo. Faço mexer a economia.
Eu, sem contar com o corte no próximo subsídio de natal e sem pensar no que mais gasto quando consumo, ganho menos 150€ que no ano passado. Desde Janeiro. É só fazer as contas.
Eu gerei um nadinha menos que o 1,3 filhos da média portuguesa, portanto estou apenas ligeiramente abaixo da média.
Eu voto. Sempre. Mesmo quando dói.
Eu não votei, nem nunca votaria em si ou em pessoas que pensam a sociedade como o senhor pensa.
Eu já vai para uns 30 anos que não acredito que, se nos sentarmos sempre na cadeira em frente ao professor, apagarmos sempre o quadro e levarmos o livro dos sumários para a sala dos professores, passamos de ano de certezinha.
Portanto, não que me tivesse ocorrido a necessidade, mas, já que fala nisso, a mim sim, tem de pedir desculpa.»
por menina alice
tanta bala perdida por aí
“Um Orçamento do Estado é muito mais do que um simples exercício de contabilidade”
olha a menina (n)da rádio!
Lembram-se deste convite para este evento?
Pois é...
Agora, o mestre-sala do programa "Quem és tu, Laura Santos?" convidou-me para o grandioso encerramento e eu, enfim, lisonjeada... aceitei o convite :)Poderão ouvir-nos no próximo Domingo, entre as 22 e as 23h:
- através da telefonia em 107.9
- online
- posteriormente através de podcast (para quem desejar, está aqui o arquivo).
'bora marcar nas agendas um serão a ouvir dois especialistas em sapiência Laura Santos? 'BORA!
Revista MODO DE USAR & CO
A revista Modo de Usar & Co manifesta-se de duas maneiras: como revista impressa (Livraria Berinjela, Rio de Janeiro), dedica-se à poesia-escrita. Como revista eletrónica (blog), dedica-se à poesia sonora e visual, em vídeo, e também escrita. Editada por Angélica Freitas, Fabiano Calixto, Marília Garcia e Ricardo Domeneck.
revistamododeusar@gmail.com
A questão que se coloca é:
após 1 ano de existência, ainda não conhecem o BUALA?!
(tsc tsc tsc)
eis um exemplo/motivo delicioso para se ler o BUALA:
How to Write About Africa*
* deixo link para o inglês pois a versão portuguesa ficou empobrecida
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