sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com

a propósito do Nobel a ser anunciado hoje...

ou "porque é sempre pertinente falar de livros"
posts surripiados NA ÍNTEGRA do peixinho de prata

Haste and Waste


Heather Tompkins, San Francisco, USA


* * *


Linear-Actions Cutting




Noriko Ambe, Tokyo, Japan

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Book Mobile - I wanted to be an actress







Lisa Occhipinti, USA

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We love your books

Janet Caldwell
Guylaine Couture
Emma Powell
Alex Alexandrou

We love your books é uma iniciativa de duas professoras de Design Gráfico das universidades de Northampton e De Monfort (Leicester) que reúne trabalhos em torno do livro como objecto único em exposições anuais temáticas desde 2005.
We love your books is a project undertaken by two Graphic Designer teachers at Northampton and De Monfort (Leicester) universities that gathers works around the notion of the book as a single object showcasing them in yearly exhibitions that ran since 2005.
Mais imagens aqui.
More pictures here.

* * *




(bom fim de semana)


Myoung Ho Lee
Tree #5, from the series Photography-Act, 2007


O coração é incapaz de dizer "tanto faz"
parte p'ra guerra com os olhos na paz

[ segredos ] [ e ] [ mentiras ]


Julião Sarmento, Segredos e Mentiras (10)
1999
Técnica mista sobre tela

indecências, incongruências e outros "in"

O facebook é como juntar os amigos
TODOS e AO MESMO TEMPO
na mesma casa
:-| coitados.

link do dia

o tamanho das coisas

Menti-te ao responder “Está.” às perguntas “Está tudo bem por aí? Estás bem?”. A ligação telefónica era boa mas preferi ouvir interferências. Podes imaginar interferências durante a nossa conversa. Menti-te, é verdade.
Tentando explicar-me, o caso é exactamente este: posso dizer um mundo de minudências e nem por isso esquecer o tamanho das coisas.

NOTA#1 Posso dizer o que tantos dizem - o cansaço; porém insisto em acrescentar o primor, o tempo, as exclamações e a vontade (talvez gasta), o passado, dia, lugar, eu.
[Temas: verdade e mentira, coisas e centros.]
NOTA#2 As coisas e os centros podem ser ditas cheias de lugares comuns e sem pausas predefinidas
NOTA#3 É escusado confundir poesia com coisas ditas dos centros.
NOTA#4 Posso, poderia, dizer um mundo das minhas cogitações acerca dos centros.

Neste instante, recolho temas já submersos e faço uma primeira explicação - comparativa, grosseira e certeira sobre um centro: tiróide – verdade; voz – mentira; luz eléctrica – coisas e centros.

Tiróide, voz e luz eléctrica

Façamos analogias.
A voz é luz.
O nervo
recorrente é o fio
eléctrico.

O cérebro é o interruptor.

O pescoço é a parede
Com cordas
vocais são as lâmpadas.

A electricidade é pois o impulso nervoso.

Quando existe intenção de vozear, o interruptor envia a electricidade, através do fio, até à lâmpada onde finalmente se produz a luz. Não é simples mas é corriqueiro.

Notas auxiliares:
NOTA AUXILIAR #1 Repare-se na hipótese 1 “A voz reside na vontade, na intenção e na consciência e é independente da glândula tiróide”.
NOTA AUXILIAR #2 Outras hipóteses poderiam (deverão mesmo) considerar a deglutição.
NOTA AUXILIAR #3 De momento, interessa-me informar-te do alívio que é poder usar esta informação sem interferências e sem um alvo familiar. Tivesse de tomar o caso em registo pessoal e deixaria de ser um tema corriqueiro e tomaria importância, quiçá até seriedade. Nós não queremos isso, gostamos de estar nesse sítio dos temas que se localiza algures entre o banal e o cínico.

Assim e por hoje, não aprofundarei mais este tema pois encaro que este tipo de informação deve ser recebido a espaços.

NOTA AUXILIAR #4 São muito intensas estas coisas da voz, senão vejamos: e o choro?


p.s. não deveríamos colocar a questão da mentira em cima da mesa


foto: Documentation of the work for "Tree" © 2007 Myoung Ho Lee

informações

informação absurda 1) Ontem a noite apresentou-se solitária e preguiçosa, fui ao McDrive, pedi um menu CBO, um sundae de caramelo e um muffin de chocolate (just in case…). a) perguntam-me se quero comprar um muffin congelado, porque não há descongelados, é só chegar a casa e daí a um bocado está bom para comer. Ok! (uma gaija sujeita-se a tudo para ter um kit de emergência em casa) Chegada ao lar e preparado o filme* retiro os alimentos do saco. b) não me embalaram um hambúrguer CBO mas outro, tipo Big Mac sem ser Big Mac. Desilusão.

informação absurda 2) Inscrevi-me no facebook, e agora?

informção útil 1) Se não viram, vejam * Roman Holidays com Audrey Hepburn & Gregory Peck (se viram, revejam)

the age of stupid


para já, o treila é demasiado apocalíptico_já_'tou_farta_de_ver_esta_fórmula

enfim, vim cá só para dizer que o título é grande
nada mais a declarar

discutir percentagens

3º sonho de Calvino



Com o seu sócio está tão envolvido na discussão das percentagens de algo, que não dá pelo que acontece: são engolidos por uma baleia. Dentro do estômago da baleia Calvino continua a discutir percentagens. Percebe, agora, qual o negócio, trata-se da venda de petróleo e de livros. Quem fica com o quê? A discussão está acesa e Calvino empenha-se nela cada vez mais; vira depois as costas ao seu sócio e sai para a rua: observa as pessoas a andarem de um lado para o outro. Os poucos que não estão com pressa, aqueles que param, discutem entre si, percentagens também: 30, não 37!, não, não, 32! Todos discutem, ele próprio não consegue deixar de repetir, para si próprio: 43%, pelo menos 43%!
Mas ao mesmo tempo existe aquela sensação de que estão todos dentro do estômago da baleia, de que aquelas pessoas que ele vê na cidade, cheias de pressa, de um lado para o outro, a discutir percentagens, e ele próprio, há muito foram comidos.

Gonçalo M. Tavares, O senhor Calvino
Editorial Caminho
2005


39. Asta su abuelo

Capricho nº 39: Hasta su abuelo
Francisco de Goya
pub. 1799

o frio e o sol

Não foi a semana passada, nem ontem, mas hoje. Hoje de manhã quando saíste de casa antes de mim e após proferires Bom dia! cerca de 10 vezes e mais distintas coisas lindas outras tantas vezes. Ninguém é assim tão bem disposto pela manhã. Tu és.
Foi hoje que se anunciou o Outono, após a noite que garantes ter sido orquestrada pelo vento que fez estremecer as nossas janelas. Tenho uma vaga ideia de te ver levantado de madrugada a "calçar" a janela do quarto. A tua imagem na luz hesitante entre o ser taciturno e o despertar da madrugada. Pensei não quão maravilhoso és e no facto também maravilhoso de que nesse estado de vigilância o meu cérebro me tenha permitido um intervalo do sono para desfrutar da imagem.

Agora que já confirmámos as correntes de ar, podemo-nos preparar para o Inverno.
Importa saber que, anunciado o Outono, estamos conscientes de que, para o Inverno, a única coisa a fazer é tirar os casacos das caixas, calafetar as janelas e desenrolar os tapetes. O resto será frio, ou não. Sem medo.






http://hollywoodjesus.com/movie/spring_summer/01.jpg



Hoje o vento e a luz anunciaram a chegada desses dias majestosos.
Reparaste nas flores da buganvília a dançaricar pelo chão?






still
de "Primavera, Verão, outono, Inverno... Primavera" de Kim Ki-Duk



[febre inconformada]

dói [stop]
[tanto] [stop]
[passado] não estar [lá] contigo [stop]
beijo [stop]

dorida

STOP









Menino da mamã
Um pequeno marsupial (chamado brushtail possum joey, em Inglês), muito comum na Austrália, dá uma espreitadela ao mundo exterior a partir da bolsa da mãe, durante uma consulta veterinária. O pequeno animal ficará dentro da bolsa da mãe até que complete cinco ou seis meses. Foto: Lee Cooper/Reuters

publico.pt

dos dezedores de poesia

«Não devemos escancarar o poema, temos que respeitar as suas zonas de sombra»
Maria do Céu Guerra

lido no Bibliotecário de Babel




escrever
coisas de modo

ficar o dito
rebentação
medíocre e genial




então a bonança
das coisas ditadas
os dias sem reserva

finda a escrita
afogar-me.













fotos de cj «A drowning in the Avon (1579)»

§ poema do dia § Cláudia Santos Silva


© álvaro rosendo

mais tarde o corpo cansa-se e procura o encaixe
que devolva o soco e consolide estilhaços assim como um airbag de silicone
pacotes de férias nas termas ou nos trópicos mais distantes
na companhia de opiáceos e de analgésicos boiando nas águas do recife
em empreendimentos energeticamente certificados
onde se degustam iguarias ecologicamente confeccionadas
copos de uísque velho sem gelo e os politicamente correctos charutos de Havana
promessas de sexo musculado bordões de misogenia nos outdoors

frente ao vidro faço o risco que assinala a pálpebra e se alonga até às têmporas
de um lado ao outro delimita o curso do escalpelo cravo-o fundo na memória
allumeuse ou puritana porque não me lembrarei eu
de outras definições em mim apostas
contraditórias cegas clarividentes armas de arremesso
shadows have the saddest things to say canta a Mitchell
esta é uma daquelas noites em que me atiro contra mim própria
uma vez após outra e ainda outra sem que se rompa a pele ou quebrem os ossos
sem que vença a aridez de uma esfera que se rarefaz a cada embate
poderia antes gritar se fôlego houvesse

na casa das magnólias onde há um arquivo de repartição
cujos compartimentos de madeira albergam
discos de vinil uns dois milhares alfabeticamente organizados
a música que R. juntou e que se escuta no cansaço da madrugada
digo para mim própria
poderíamos dançar
antes de adormecer no quarto do sótão
e acordar rindo de todos os clichés
abandonando o pudor do déjà-vu
posando para o fotógrafo que se deitara no sofá
tem os olhos semicerrados
mede a luminosidade na penumbra
antes de disparar.


Cláudia Santos Silva in Blue Moleskin

link do dia :)

Somos um coletivo de professores e estudantes da UFRGS preocupados com a crescente presença do obscurantismo na cultura brasileira, inclusive no meio acadêmico, que deveria caracterizar-se pelo espírito crítico. Neste espaço pretendemos nos encontrar ocasionalmente para jantar e conversar: os pratos preferidos serão pseudociências, crendices, pósmodernismo, mistificações e pensamento mágico, entre outras picaretagens.
***
Alerta de Conteúdo Adulto: Neste blogue não achamos feio discutir religião.

Aqui me sentei quieta/ (...) Eu quero ouvir devagar


Aqui me sentei quieta
Com as mãos sobre os joelhos
Quieta muda secreta
Passiva como os espelhos

Musa ensina-me o canto
Imanente e latente
Eu quero ouvir devagar
O teu súbito falar
Que me foge de repente.



















Sento-me quieta e secreta neste gabinete e faço o "intervalo dos dias" a procurar um poema. Hoje trago o assalto à minha memória d'Os Livros Ardem Mal com Sophia. Na cata do poema do dia passo por locais habituais e obrigatórios dentre os quais estão “A Terceira Noite” (já desde os tempos blogspot) e “Os Livros Ardem Mal” (sempre que posso, passo estas palavras em partilha… Os Livros Ardem Mal… magnífico!).


Hoje, neste meu momento diário da quietude e do segredo, resolvo dedicar-me a uma dedicatória aos autores d’Os Livros Ardem Mal (OLAM). E faço-a da seguinte forma: dando o meu testemunho de consumidora das tertúlias das primeiras 2ªFeira de cada mês, respondendo às questões que foram colocadas a alguns colaboradores (pois não é um cliente um colaborador também?)


1) O que vos agrada mais no OLAM

A iniciativa, a forma como está "desenhada", a sua versatilidade.
A heterogeneidade no leque de convidados.
A forma como se comunica - o espaço existente para as características específicas de cada um dos comunicadores de OLAM.
A assiduidade, o compromisso, a clara atenção e intenção de sempre melhorar, sempre a querer dar mais (na dose q.b. para a qualidade) ao seu público.

Já agora…não esquecer que dia de OLAM também é dia de lanche delicioso.



2) O que vos agrada menos

O sistema de som.
Não só os meios de sonoplastia têm dias mas o próprio sonoplasta também que me sugeriu um dia que se não conseguia ouvir a sessão que lesse sobre a mesma mais tarde… qualquer coisa desagradável assim, enfim, cito o próprio «A sonoplastia nem sempre correu bem. Mas isso são águas passadas e sem ressentimentos». Mário Henriques, sonoplasta dos Serviços Técnicos do TAGV

As cadeiras! São frias e desconfortáveis.

O que agrada menos-mais: o burburinho típico de “fechar a caixa” que surge invariavelmente do bar quando a hora de acabar a sessão começa a tardar.



3) Uma sessão de que tenham gostado especialmente.

Posso incluir as sessões do escrileituras? Posso: a sessão de que mais gostei até hoje foi em 2006 com Manuel António Pina – tema “Winnie the Pooh”.

Este ano, gostei especialmente das sessões com Alexandra Lucas Coelho e Gonçalo M. Tavares.


OLAM é um lugar e um momento
em que me sento quieta e quero ouvir devagar.
Obrigada, OLAM!


fazer minhas as palavras alheias...

(...) E eis que a direcção do Belenenses, com uma garra na "defesa do bom nome do clube" que se fosse aplicada nos relvados dispensaria as decisões de secretaria para manter o clube na I Liga, vem pôr a sua ridícula - ridiculíssima - cereja no topo de tão ridículo bolo, escrevendo uma carta, essa sim, ofensiva, à direcção do jornal, a exigir desculpas públicas. E, segundo facto lamentável, obteve-as, em editorial, que não fazia uma única menção aos modos ordinários com que a tal carta se referia a uma pessoa que o Público enviou, publicou e pagou para fazer a reportagem do dito concerto. O Público é o meu jornal, como leitor e como colaborador. E foi como leitor ("ofender" muçulmanos está bem, "ofender" o Belenenses é que não?) e como colaborador (bonita lição de solidariedade) que fiquei zangado. (...)

Luís Miguel Oliveira

brutal

dali... deu-me para navegar acolá e digo-vos: credo, só mesmo para comprovar que o povo gosta de ser enganado, se a apresentação de casos clínicos é isto (ou aquilo... enfim, sinceramente!) então, estou como diz Ludwig: Que treta!

...além de estarem contemplados com código de tratamento (acto médico) pelo Min.Saúde, repare-se na quantidade de acordos! (e já agora espreitem os preços da consulta do tal dr)

o'well...

dizem do fenómeno que se chama "ter um feeling"


Ora, a menos que fosse para ler arquivos, o que me levaria a dar um saltinho ao insónia? deve ter sido um feeling :) encontrei um blog 2 em 1: universos desfeitos + insónia :) com todos os arquivos e... actualização!

Ò pessoal!... o Henrique está de volta!

poesia, diz o safardanas...
(e eu concordo!)





citação do dia:

FELICIDADE

A felicidade é sentir um sorriso na boca.
Matilde, 6 anos.

prazer

http://exceda-se.zip.net/images/vinatomtoquinho.jpg
Vinícius, Tom e Toquinho

desenvolvimento de lista de coisas sobre este Verão

Dei por mim inundada. Estou submersa e sem alagar. No dia de hoje a minha cabeça... sinto-a amorfa. Não faz mal, escrevo então, sem lamúrias. “Hei-de continuar” seria a expressão mais obtusa que eu poderia proferir.
Desenvolvo uma lista:

§ Cozinhar com o tomate maduro que guardei cuidadosamente para não amachucar (e os ovos caseiros e a salsa); cozinhar na luz alva que escolhi; cozinhar em casa; “em casa” significa “cozinhar em casa, entre os meus queridos utensílios de cozinha – para os meus queridos”; os meus. (posse)

§ Fazer a cama, no quarto arejado; Era uma casa muito engraçada/ não tinha teto não tinha nada/ ninguém podia entrar nela não/ porque na casa não tinha chão*.

§ Desenhar a bicicleta; andar na bicicleta (o B. tem de estar presente no momento da estreia! §não esquecer!§)

§ Expor esta lista.

§ Ser voyeur.

§ Imaginar os livros empilhados; reler os títulos novos; tocar as lombadas e olhar as capas; abrir 2 ou 3 livros e ser voyeur.

§ Dispor objectos especiais e mirá-los.

§ Lista de objectos possíveis: caderno(s), lupa, penas coleccionadas, o copo azul, (a manta de retalhos a fazer de base), o meu disco, o isqueiro azul e a vela e o castiçal de vidro, o pote de barro, (tudo disposto em cima do móvel-telefonia), a garrafa de vinho (Rosé! fresco! É Verão!). (a presença das aves lá fora)

§ Pensar "A colecção" e saber que irei sorrir.

§ Sentar-me na tua companhia e ficar assim a sentir o pensar. (contigo)

§ Desenhar sem vergonha § Entrar na água sem temor à profundidade § Escrever nas paredes §

[passarinhos+do+meu+alentejo.jpg]

ilustração surripiada a Tiago Alexandre

* A casa, Vinicius de Moraes





(arremesso de roupas)



[Não tento, tenho matéria que sobeja. E intenção. Há prazos. Disfarço muito, transviada da existência que reconheço (daqui).

Tudo é assunto acerca desta secura que me faz incorrer em goles sôfregos de nada
de mundo.]


tem-se saudades...

...de blogar, mas parece que quase se esquece o "como se faz"... ou será o "que devo dizer?"?


:)