sandra aka margarete ~ acknowledgeyourself@gmail.com

sóbrio para mim

«Ela é como a catedral do meu centro da cidade: está bem longe.

A janela solta a aragem do quintal,em minhas costas,
e o trinado de uma ave que o arvoredo esconde...
Suspira, a luz que entra, as dores de um céu todo branco...

À mesa do escritório, relembro mil cousas,
Febres de paz que voaram como pombas!...
O passado -belo sonho! -ficou sóbrio para mim...

Não existe pior quebranto: o amor é como um spleen »

Susana de Sousa Viegas

SAL

Já na Cidade da Praia tinha acordado mal disposto. Depois de um jantar de circunstância, esgueirou-se para o hotel para fazer as malas apressadamente e tentar dormir um pouco. Era quase uma hora da manhã e daí a nada, por volta das três e meia, tinha de estar no aeroporto. Acordou com uma dor de cabeça estampada numa cara capaz de afugentar um batalhão de mercenários.

Nem deu por entrar no avião e pouco depois chegar ao Sal, às cinco horas. Só pensava em meter-se logo no outro para Lisboa. Azar. Só ao meio-dia e tal. Nem quis ouvir as desculpas. Resolveu que tinha de dormir umas poucas horas. Meteu-se no único táxi que estava àquela hora à porta do aeroporto, um Mercedes vermelho a cair aos bocados. O motorista era um crioulo esbranquiçado, muito velho, pensou, mas não, quando olhou melhor viu que era um albino, e jovem.

Chegou ao hotel, pagou logo e foi a correr tomar um duche frio. Masturbou-se sem pensar e ainda húmido do banho atirou-se para cima da cama. Dormiu pouco e mal. Acordou com os costados no chão, o que para ele não era propriamente coisa de espanto, cama estranha era quase sempre tombo certo. Estava quase na hora de o taxista o vir buscar. Arranjou-se de qualquer maneira e roubou o telefone sem saber porquê. Ao passar pela recepção pousou com estrondo a chave no balcão e nem se despediu.

Enfiou-se no Mercedes vermelho e nem bom dia nem boa tarde. Ponha-me depressa no aeroporto, resmungou ao motorista, se se podia chamar motorista àquele cegueta. De repente, percebeu que o homenzinho tinha um enorme lagarto pousado no ombro direito, a olhar para a frente como se também estivesse a conduzir. Ouça lá, disse ao motorista, o que é que faz aí um lagarto no seu ombro? Ele nem se dignou olhar e respondeu não tenho nenhum lagarto, senhor. Ai isso é que tem, então eu não o vejo?! Desculpe, senhor, quem vê coisas que não existem são os mortos e o senhor não está morto que eu estou a vê-lo bem. O quê?! É verdade, senhor. Vamos lá a ver se nos entendemos, amigo, eu não estou morto e você também não, estou a falar consigo, vejo-o... Só se estivermos os dois mortos, senhor. Mas nesse caso, você também via o lagarto. Pois é, senhor. Merda, então e o lagarto que na verdade eu vejo no seu ombro? Não há nenhum lagarto, senhor. Achou melhor não continuar a conversa. Talvez aquilo fosse uma miragem naquele deserto de sal.

Chegámos, senhor. Até que enfim. Faça boa viagem, senhor. Obrigado, olhe, tome lá uns trocos para... o seu lagarto. Obrigado, senhor.

Nunca mais ninguém tornou a ver o homem que embarcou para Lisboa. Nem o Mercedes vermelho.

Carlos Alberto Machado

A Preto & Branco - Divertimentos, in Telhados de Vidro nº3

talvez um dia

passam tantas pessoas num só dia, trazem e levam tanto, obrigam a esta elasticidade intelectual e emocional constante, só há tempo para escrevinhar duas ou três tecnicidades, um dia, costumo pensar, um dia escrevo-lhes tudo o que significam para mim
entretanto, ao som obsessivo de Hold On, Tom Waits

é assim/ cá estamos/ e tal e coisa/ pronto/ enfim/ vamos a isto: UM TRUQUE NA MANGA

é assim/ cá estamos/ e tal e coisa/ pronto/ enfim/ vamos a isto

hmmmmm, tendo em conta os sinais do universo (muáháhá) enviados desde há umas horas, mais sensata seria se assumisse o papel da voz rouca ao telefone cof cof hoje não posso ir trabalhar, quentinha no ninho o resto do dia, ou então calçar as sapatilhas, que já estão a pedir reforma há um ano, calças de treino e casaco bem quentinho, procurar sol no Choupal e ficar a ler, ou a dormir enroscada nas folhas secas [não pensavam que ia correr (?!!!)]. entretanto, vou ficando por aqui e enfim, não sei dizer como será o resto (tão longo) do dia, mas algum truque na manga haverá para me botar a (sor)rir.

smiley generation

curriculum vitae

(nothing to declare, neither flags in the air)

Tom Waits

a Lebre dedica esta semana a Tom Waits

House Where Nobody Lives

«There's a house on my block
that's abandoned and cold
Folks moved out of it a
long time ago
and they took all their things
and they never came back
Looks like it's haunted
with the windows all cracked
and everyone calls it the house
the house where
nobody lives.

Once it held laughter
Once it held dreams
Did they throw it away
Did they know what it means
Did someone's heart break
or did someone do somebody wrong?

Well the paint is all cracked
It was peeled off of the wood
Papers were stacked on the porch
where I stood
and the weeds had grown up
just as high as the door
There were birds in the chimney
And an old chest of drawers
Looks like no one will ever
come back to the
House where nobody lives

Once it held laughter
Once it held dreams
Did they throw it away
Did they know what it means
Did someone's heart break
Or did someone do somebody wrong?
So if you find someone
Someone to have, someone to hold
Don't trade it for silver
Don't trade it for gold
I have all of life's treasures
and they are fine and they are good
They remind me that houses
Are just made of wood
What makes a house grand
Ain't the roof or the doors
If there's love in a house
It's a palace for sure
Without love...
It ain't nothin but a house
A house where nobody lives
Without love it ain't nothin
But a house, A house where
Nobody lives.»

Tom Waits

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FACIAL

« Há três bruxas más em ti
zute a vassoura nas costas morre e nas ruas leva
o coração aberto, veias arrancadas às pernas
para salvar o dia
tudo igual ao que não sei

os comprimidos fora de prazo
cruzam o ar. Engole com o café à volta da mesa
senhor, senhor I'm better
when I'm bad diz na t-shirt da empregada

há televisão ligada e animais para tudo no jardim
levantam voo os pássaros comuns
como grãos castanhos
e vozes uma a uma num turbilhão macio

vivo para coser a pele com cuidado.»



João Almeida
in Telhados de Vidro, nº 3

mar adentro mar adentro mar adentro mar adentro mar adentro


«Eu não julgo as pessoas que querem viver. »
Rámon

« Mais triste que ver um filho morto, é ver um filho querer morrer.»
pai de Rámon

:,( (mensagem da associação ANIMAL)

Na próxima 3.ª feira, a ANIMAL promoverá uma acção de protesto, em frente à Embaixada do Canadá em Lisboa, contra o massacre de 300.000 focas-bébés no Canadá PARTICIPE no local ou PROTESTE telefonicamente durante todo o dia

Junte-se a nós neste protesto! Na 3.ª feira, dia 15 de Março, às 12h30m, vista-se de branco e junte-se à ANIMAL, em frente à Embaixada do Canadá em Lisboa, neste protesto contra o massacre das focas bébés.

Durante todo o dia de 3.ª feira, telefone ininterruptamente em protesto para a Embaixada do Canadá em Lisboa, através do 21 316 46 00 e do 21 316 46 51, e envie também protestos por fax, através do 21 316 46 93, do 21 316 46 95 e do 21 316 46 92, e por e-mail, através do lsbon-cs@dfait-maeci.gc.ca e do lsbon-ag@dfait-maeci.gc.ca, com a mensagem simples, mas forte e clara: “Parem o massacre das focas no Canadá, ou enfrentem os protestos mundiais e o boicote internacional aos produtos canadianos e turismo no Canadá”.

“A caça comercial de focas no Canadá é o maior e mais cruel massacre de animais marinhos no nosso planeta”, declarou Miguel Moutinho, Director Executivo da ANIMAL. “Todos os anos, centenas de milhares de focas bébés são mortas à paulada e a tiro, sendo retirada a pele a muitas destas focas quando ainda estão vivas e conscientes, agonizando numa morte horrível”. Um painel de veterinários independentes de vários países que estudaram a caça comercial de focas concluiu que até 42% das focas que estes cientistas examinaram foram provavelmente esfoladas enquanto vivas e completamente conscientes.

grito, de alegria

sms da mana, grávida d@ segund@ filh@

o bebé já começou a mexer! :)


e assim se forma o sorriso nos corações de pelo menos 6 pessoas :) :) :) :) :) :)

mais um assalto

« Grito

Suponho que a tristeza não seja o nosso maior problema. O mesmo não direi das casas incendiadas, do céu baleado, da gasolina que nos enxerta os rins. Talvez conseguíssemos uma muralha de pétalas se nos propuséssemos espinhos. Nem sempre um mais um são dois. Ambos sabemos disso e muito mais. Desenhar-te-ei um botão de rosa no umbigo, uma corola em cada mamilo, um pé de salsa nos lábios. Só para cheirar, amor. Só para cheirar amor. »

Juraan Vink

Madrid, e no resto do mundo

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eu não me esqueci, mas não posso deixar de pensar que todos os dias se completam anos de barbárie e fico assim, entre o lamento e um certo desconforto na medida de dias, que o são desde o início da Humanidade. O que fazer? Não consigo pensar doutro modo senão que somos todos uns bárbaros e partilhamos a mesma vala.

What's he building in there?

« What's he building in there?
What the hell is he building
In there?
He has subscriptions to those
Magazines... He never
Waves when he goes by
He's hiding something from
The rest of us... He's all
To himself... I think I know
Why... He took down the
Tire swing from the Peppertree
He has no children of his
Own you see... He has no dog
And he has no friends and
His lawn is dying... and
What about all those packages
He sends. What's he building in there?
With that hook light
On the stairs. What's he building
In there... I'll tell you one thing
He's not building a playhouse for
The children what's he building
In there?

Now what's that sound from under the door?
He's pounding nails into a
Hardwood floor... and I
Swear to god I heard someone
Moaning low... and I keep
Seeing the blue light of a
T.V. show...
He has a router
And a table saw... and you
Won't believe what Mr. Sticha saw
There's poison underneath the sink
Of course... But there's also
Enough formaldehyde to choke
A horse... What's he building
In there. What the hell is he
Building in there?
I heard he
Has an ex-wife in some place
Called Mayors Income, Tennessee
And he used to have a
consulting business in Indonesia...
but what is he building in there?
What the hell is building in there?


He has no friends
But he gets a lot of mail
I'll bet he spent a little
Time in jail...
I heard he was up on the
Roof last night
Signaling with a flashlight
And what's that tune he's
Always whistling...
What's he building in there?
What's he building in there?

We have a right to know... »


:D


Tom Waits

combater uma obsessão com outra



lá diz o povo

quem não se sente, não é filho de boa gente


enfim, qualquer coisa assim

estou obcecada

she did it again!

é oficial, sou fã número um da Dolphin Atrás da Lente

Holding light
Music!
waiting
light speed
fading away
End of the line
Shimmering
Night or Day
"It was a beautiful moonlight :)"


lov'ya



still here

forte que nem uma rocha, assustadiça como gelatina, até desconfiada das capacidades de sentir, é quando olha o gato, o enternecimento que dentro sente, que se permite a percepção de que o coração ainda bate.

Central Park - Christo

as photos são da Inês, há lá mais...

«A minha benção», dizia Maria de Jesus Ferreira

Amo o lusco fusco; há poucas coisas das quais tenho certeza de amar; amo o lusco fusco. Entrei no quarto e vi o xaile da minha avó no chão, não é motivo de assombro ou histeria, simplesmente o vi, ali, enrolado no chão; é um xaile azul escuro com franjas, de pelúcia; macio como os xailes das avós; grande e pesado como se quer os artefactos da protecção inventada. Tenho saudades dela; não se mede a saudades aos dias, tenho saudade de instantes dela; voltar a abraçá-la, foi o que pensei quando vi o xaile da minha avó no chão, ali, enrolado, depois lembrei-me que não há memória de abraços com braços; a memória que mais persiste é a da mão dela na minha cabeça ou das mãos dela nas minhas mãos em concha e eu a beijá-las; tinha mãos bailarinas tão bonitas, nunca mais vi mãos assim. Gosto da memória de histórias contadas à lareira aberta, pão com queijo de cabra, cevada feita com uma brasa na bilha de barro; gostava da benção que ela me dava à despedida. Não acredito em pessoas boas, sobre a minha avó, não tenho de saber isso.

* * * * *

Fellini's 8½
otto e mezzo

Federico Fellini (1963)
# Marcello Mastroianni, Claudia Cardinale, Anouk Aimée, Sandra Milo, Barbara Steele


Marcello Mastroianni

(esquecer que se está numa sala de cinema, é estar mesmo lá, dentro da tela; é Fellini! é Fellini!; branco & preto & cinzento; é Fellini! é Fellini!)

em Coimbra, ainda há duas sessões hoje, no Avenida, 19h e 24h

bubbles






photos

nós

eu e os meus eu's estamos de quaresma, até ulteriores ordens; não haverá penintência nem jejum; recheámos o congelador de gelado de chocolate; há mozzarella, pimentos vermelhos e verdes, beringela, courgettes, tomate; há parmesão; há camembert; há vinho tinto do Douro; há stouts; há licor Beirão; há broa, azeitonas e azeite; não faltaria o manjericão, os oregãos, a pimenta, o caril e a canela; fomos, eu e os meus eu's, buscar música e temos os livros suficientes cá em casa; eu e os meus eu's decidiremos qual dos eu's irá ao trabalho nos próximos dias, os outros ficarão em casa, numa quaresma moldada por nós. o que me aborrece é saber que dos meus eu's, serei eu a escolhida para sair ao mundo.

recomendo: leitura de post

Fica o meu sonho, em protesto.

Chairman: I will now ask the members to spell water, sand and one more elementary word of their choice. Italy, please.
Italy: Grazie, signore presidente.
Acqua. Sabbia. Vino.
Chairman: And how do they fit you?

(...)»


«Água

Neste sol estão presos o rio
e as tardes. Se fecho os olhos, não
há memória onde eu tenha pé. »


Ana

smiley generation

rápi birsdéi

107.9

é só comigo, ou a RUC está mesmo off desde ontem, cerca das 8:10 AM?

Recado

« ouve-me
que o dia te seja limpo e
a cada esquina de luz possas recolher
alimento suficiente para a tua morte

vai até onde ninguém te possa falar
ou reconhecer - vai por esse campo
de crateras extintas - vai por essa porta
de água tão vasta quanto a noite

deixa a árvore das cassiopeias cobrir-te
e as loucas aveias que o ácido enferrujou
ereguerem-se na vertigem do voo- deixa
que o outono traga os pássaros e as abelhas
para pernoitarem na doçura
do teu breve coração - ouve-me

que o dia te seja limpo
e para lá da pele constrói o arco de sal
a morada eterna - o mar por onde fugirá
o etéreo visitante desta noite

não esqueças o navio carregado de lumes
de desejos em poeira - não esquças o ouro
o marfim - os sessenta comprimidos letais
ao pequeno-almoço»

in Horto de Incêndio, Al Berto

metamorfose

photo
sem título, Carla Van de Puttelar

photo
Persona Non Grata, Örjan Kristenson

photo
sem título, Barry Kornbluh

photo
Man-Woman, Stefan Bremer

photo
India, Henk Braam


Mexico, Henri Cartier Bresson


sem título, Henri Cartier Bresson

adoça a boca

o tempo vai passando e vou-me tornando mais consciente do meu cepticismo, por exemplo, em relação às mézinhas da avó, e recorro mais a elas

sim, porque sim, também

« homens bonitos que fazem coisas bonitas e coisas feias não vão para o céu. guardam-se no coração, para ajudarem ao fluxo de sangue. »

jm, na caixinha de acknowledgements

Un Santo Oscuro, Joel-Peter Witkin

porque me lembrei e também porque sim

Um regaço para chorar

« Onde está Deus, mesmo que não exista? Quero rezar e chorar, arrepender-me de crimes que não cometi, gozar ser perdoado como uma carícia não propriamente materna.
Um regaço para chorar, mas um regaço enorme, sem forma, espaçoso como uma noite de verão, e contudo próximo, quente, feminino, ao pé de uma lareira qualquer... Poder ali chorar coisas impensáveis, falências que nem sei quais são, ternuras de coisas inexistentes, e grandes dúvidas arrepiadas de não sei que futuro...
Uma infância nova, uma ama velha outra vez, e um leito pequeno onde acabar por dormir, entre contos que embalam, mal ouvidos, com uma atenção que se torna morna, de perigos grandes - penetravam em jovens cabelos louros como o trigo... E tudo isto muito grande, muito eterno, definitivo para sempre, da estatura única de Deus, lá no fundo triste e sonolento da realidade última das Coisas...
Um colo ou um berço ou um braço quente em torno ao meu pescoço... Uma voz que canta baixo e parece querer fazer-me chorar... O ruído de lume na lareira... Um calor no inverno... Um extravio morno da minha consciência... E depois sem som, um sonho calmo num espaço enorme, como a lua rodando entre estrelas... »


Bernardo Soares in Livro do Desassossego

retirado do Silêncio, há algum tempo atrás...

polissemia

para a m. do azul cobalto, porque gostei de polissemia

gosto

de vinha virgem; gosto de almoços no alpendre; gosto da vindima; gosto de cozinhar massas com legumes frescos e muito alho; gosto de vinho tinto; gosto da minha manta de mohair; gosto do meu gato; gosto da minha camisola azul estrumpfe; (...).
é urgente fazer o exercício do gosto, é urgente!

gosto de glicínias

gosto de ciprestes e oliveiras

gosto de azulejos



Azulejos relevados com gafanhotos,
Rafael Bordalo Pinheiro

invadiram a cidade

ainda bem!




magnolia, Albert Richards

feio - bonito - feio - bonito - feio

se eu tentasse falar de amor não conseguiria, claro que não! julgo que seria mais fácil ser fundamentalista, de um dos quaisquer lados; acreditar em puros mecanismos fisiológicos do ser humano; acreditar no amor como essência da vida; voilá! não haveria lugar para dúvidas! entretanto vou calcorreando meandros de ambos lados; e se isso fosse sentido como um equilíbrio?; talvez, por enquanto, vou acreditando e desacreditando em mim; talvez, por enquanto, vou acreditando e desacreditando nos outros. faria mal, cá dentro, se perdesse a noção do tamanho do mundo. faria mal, cá dentro, se esquecesse que o mundo é tão pequeno. enquanto houver coisas bonitas, sinto isso. nas coisas feias, não sinto aquele a que chamam o oposto do amor - o ódio; nas coisas feias, sinto desalento.
dizer, no modo infantil, esse modo que parece não crescer, coisas feias - coisas bonitas

Allen Ginsberg

foi através do Kay que conheci Howl, foi o Glookanoid que me reavivou a memória; agora releio [silêncio]

Allen Ginsberg

photo: Erik Weber, San Francisco, CA, November 1965

constatação

tenho uma relação de amor-ódio com o meu trabalho, de outra forma não seria natural

fast enough so you can fly away *

« take your fast car and keep on driving » *

* Fast Car, Tracy Chapman

nighty nighty

ófaxavôr

aceita-se net-moradas de coisas bonitas, coisas para sorrir, coisas para rir... coisas boas

'brigadinhas
: )*

novo post dirigido à colónia *

caro camarada protozoário, acedeste a este blog? atão, por favor, deixa aí a tua resposta, tens conseguido aceder à nossa casa mãe? eu não consigo :,(
* aos restantes visitantes peço desculpa pela ininteligibilidade deste post

imagiologia/ profetização/ esperança/ realidade

« um dia o teu passado vai ser só isso, o passado » (G.K.)

hush

não me surpreendo nem vou pelas explicações (i)lógicas do Universo; apetece-me falar sem falar, por datas; 17 de Agosto de 1967, 23 de Dezembro de 1973, 26 de Março de 1994, 01 de Março de 1997, 28 de Setembro de 1999, 24 de Junho de 2001, 5 de Setembro de 2001, 6 de Setembro de 2001, 7 de Setembro de 2001, 8 de Setembro de 2001, 9 de Setembro de 2001, 10 de Setembro de 2001, 13 de Agosto de 2002, 14 de Agosto de 2002, 28 de Dezembro de 2002. Até tenho andado bem comportada com esta idiotice de datas, já não faço contas, apenas a memória persiste, e foi simplesmente natural lembrar ao olhar a data na agenda. (eu sou aquela pessoa que todos consultam quando querem lembrar datas)

.

Sábado, Março 01, 1997


(hush)