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espécie

Se ela, que nada sabe sobre a improbabilidade de acordar, é capaz de elogiar cada despertar de forma tão efusiva, tão solene, porque não o sou, sabendo, eu?
É já em momentos de ablução que enraiveço por ser tão estúpida e desinteressada quando abro o olho a cada manhã, percebo que, afinal, ainda respiro e ao invés de festejar com saltos, delícias e agrados um facto tão improvável, me encerro numa modorra de fim de curso. É nesses momentos que eu penso que ela é infinitamente mais sábia do que eu. Eu mais esse estrondoso legado de neurónios e sinapses.

posted by N. n' A Coisa Ruim

~ 18.4.05

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